

Mário de Sá-Carneiro
Mário de Sá-Carneiro foi um poeta, romancista e contista português, figura proeminente da primeira geração do Modernismo português. Sua obra é marcada por um profundo pessimismo, pela exploração da identidade fragmentada, pela angústia existencial e pela busca de um "eu" autêntico, muitas vezes em conflito com a realidade. A sua produção literária, embora reduzida devido à sua morte precoce, é reconhecida pela sua intensidade emocional, originalidade e pelo seu caráter visionário, antecipando temas e preocupações que se tornariam centrais na literatura do século XX.
1890-05-19 Lisboa
1916-04-26 Paris
371070
20
323
Fim
Quando eu morrer batam em latas,
Rompam aos saltos e aos pinotes,
Façam estalar no ar chicotes,
Chamem palhaços e acrobatas!
Que o meu caixão vá sobre um burro
Ajaezado à andaluza:
A um morto nada se recusa,
E eu quero por força ir de burro!...
Rompam aos saltos e aos pinotes,
Façam estalar no ar chicotes,
Chamem palhaços e acrobatas!
Que o meu caixão vá sobre um burro
Ajaezado à andaluza:
A um morto nada se recusa,
E eu quero por força ir de burro!...
28262
11
Mais como isto
Ver também
Prémios e Movimentos
OrfismoFélix
Poema mencionado na novela "No Rancho Fundo", da emissora Globo.
04/julho/2024
sem nome
realmente encantador
22/abril/2024
bruna
caguei
22/abril/2024
Lena
Também é interessante ver o anúncio publicitário feito pela BAR e inspirado do poema, anúncio da Funalcoitão; aqui mando link.
https://www.b9.com.br/46370/o-melhor-comercial-de-funerarias-de-todos-os-tempos/
https://www.b9.com.br/46370/o-melhor-comercial-de-funerarias-de-todos-os-tempos/
10/setembro/2022
2009liu
tambem eu
23/junho/2021
chico
eu adorei este poema achei muinto enteressante
26/janeiro/2016
Escritas.org