Almada Negreiros

Almada Negreiros

José de Almada Negreiros foi um multifacetado artista português, figura central do Modernismo em Portugal. Escritor, pintor, desenhista e coreógrafo, sua obra é marcada por uma profunda inquietude, por uma constante busca pela renovação e pela experimentação em diversas áreas artísticas. Ele transitou com maestria entre a literatura e as artes plásticas, deixando um legado singular. Sua produção literária é caracterizada pela ousadia formal, pelo humor, pela sátira social e por uma visão crítica da realidade portuguesa. Em suas pinturas, destacam-se as linhas vibrantes, as cores intensas e a representação do movimento e da identidade nacional. Almada Negreiros é uma das figuras mais importantes e representativas da cultura portuguesa do século XX.

1893-04-07 Ilha de São Tomé
1970-06-15 Lisboa
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Encontro

Que vens contar-me

se não sei ouvir senão o silêncio?

Estou parado no mundo.

Só sei escutar de longe

antigamente ou lá para o futuro.

É bem certo que existo:

chegou-me a vez de escutar.

Que queres que te diga

se não sei nada e desaprendo?

A minha paz é ignorar.

Aprendo a não saber:

que a ciência aprenda comigo

já que não soube ensinar.

O meu alimento é o silêncio do mundo

que fica no alto das montanhas

e não desce à cidade

e sobe às nuvens que andam à procura de forma

antes de desaparecer.

Para que queres que te apareça

se me agrada não ter horas a toda a hora?

A preguiça do céu entrou comigo

e prescindo da realidade como ela prescinde de mim.

Para que me lastimas

se este é o meu auge?!

Eu tive a dita de me terem roubado tudo

menos a minha torre de marfim.

Jamais os invasores levaram consigo as nossas

torres de marfim.

Levaram-me o orgulho todo

deixaram-me a memória envenenada

e intacta a torre de marfim.

Só não sei que faça da porta da torre

que dá para donde vim.

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Prémios e Movimentos

OrfismoSurrealismo
Angelo Costa
Simples e transcendente
29/fevereiro/2020
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Alma e Gort
Lindo poema Aplausos
Estou transferindo meus poemas rapidamente, porque o site Avspe vai fechar. Descupem a invasão rápida.
24/setembro/2013
Bruna Isabel
Um poema lindo,muito sentimental e perfeito mesmo
23/setembro/2013
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És boe podre,não prestas,es uma seca vai para casa praticar a poesia.
23/janeiro/2012

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