Alforria

Beba do meu leite
para o meu e seu
deleite

Ponha em tua boca
a minha força
mame como filho
desmamado
há quatro dias quatro noites
ávido
impávido
insano

Sugue a minha teta
enquanto as mãos
desbravam a terra
que já é sua
em completa escravidão

Faça a festa nesta teta
e a buceta
– doidivanas lacrimada –
se abre em festa
implorando o sol
do meio-dia

Chegue, menino-senhor,
em cantoria...

Beba da fonte
da alforria...

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Isabel Machado
Isabel Machado
2026-04-22

Esse poema é meu e não sou portuguesa. Isabel Machado, jornalista e escritora de Santos/ SP