Soneto a Jacó

Sete anos de pastor Jacó servia
Raquel, e não seu pai, como se conta,
mas um dia, no fim, lhe desaponta
a evidência do amor, porque de Lia.

Outros sete anos serve, e não tem conta
a conta que ele conta, cada dia,
porque, se era Raquel que pretendia,
não reclama Jacó, do tempo, a monta.

Não diz, no entanto, a história sem sabença,
quanto lhe deu Raquel de indiferença,
que o fez renunciar a todo o encanto.

Que amor é negação do entendimento
pois se nutre de fome, tanto quanto
se nutre de presença e de alimento.
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