Fome de amor

Acordarei com fome nesta noite.
Fome do teu amor distante e vago
que repousa na borda de algum lago
que em seu silêncio todo acaso açoite

o teu repouso injusto, enquanto pago
um preço de recusa, enquanto foi-te
dado amor de vigília, de pernoite,
de uma insônia insuspeita. Entanto afago

a lembrança restante nesta quadra
ao passo que no lado escuro ladra
cão, demônio, orixá de bruxaria.

Dama do lago, antiga mas presente,
no tempo de esperar constantemente,
que há séculos se esquiva e renuncia.
725 Visualizações

Comentários (0)

ShareOn Facebook WhatsApp X
Iniciar sessão para publicar um comentário.