Passam pássaros longínquos
no alto da órbita azul de Copa.

Desde a praia eu os olho.
Não
haverá mais nada a fazer.

O corpo flutua sobre as águas
claras, que aos poucos
entram pelo nariz, pela boca,
sem que sequer sinta ou se mova.

Nada passado pelas retinas,
ou pelos ouvidos, degustado,
nada escrito,
nenhum sentido
terá serventia.
997 Visualizações
Partilhar

Comentários (0)

Iniciar sessão para publicar um comentário.

Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.