Alguém que nunca conheci me cumprimenta na esperança de que após tanto tempo eu … — Karl Kraus
Alguém que nunca conheci cumprimenta-me na esperança de que, após tanto tempo, eu já tenha esquecido que nunca o conheci e retribua o cumprimento do novo conhecido como se ele fosse um conhecido antigo. Na verdade, não sei exatamente quem conheço; sei exatamente, porém, quem não conheço. Não há possibilidade de erro. No entanto, se isso alguma vez acontecesse, o cumprimento lembrar-me-ia a tempo de que não conheço o sujeito, e então lembrar-me-ia dele até ao fim dos meus dias. Quem foi que acabaste de — pergunta um velho conhecido. Tu não o conheces? Esse é aquele que acreditou que eu tinha esquecido que não o conheço!
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