
Urbano Tavares Rodrigues
Urbano Tavares Rodrigues foi um proeminente escritor, poeta e ensaísta português, conhecido pela sua obra multifacetada que abordou temas sociais, políticos e existenciais. A sua escrita é marcada por um profundo humanismo, um forte sentido de intervenção cívica e uma exploração da condição humana em diversas vertentes. Foi uma figura influente na cultura portuguesa do século XX e início do século XXI, deixando um legado literário e intelectual significativo.
1923-12-06 Lisboa
2013-08-09 Lisboa
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Prémios e Movimentos
Vida Literária APE 2002Alguns Poemas
Biografia
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Livros
Nascido em Lisboa em 1923, Urbano Augusto Tavares Rodrigues passou a infância no Alentejo, perto de Moura, o que em muito influenciou a sua vida e obra. Ficcionista, investigador e crítico literário, licenciou-se em Letras com uma tese intitulada Manuel Teixeira Gomes: Introdução à sua obra (1950), tendo regressado por várias vezes aos estudos sobre aquele autor, nomeadamente na sua dissertação de doutoramento, Manuel Teixeira Gomes: o discurso do desejo.Impedido, por motivos políticos, de exercer a docência universitária em Portugal, foi leitor de Português em diversas universidades estrangeiras (Montpellier, Aix e Paris, entre 1949 e 1955). Depois da revolução de 25 de Abril de 1974 retomou a actividade docente em Portugal, jubilando-se em 1993 como Professor Catedrático da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Foi membro efectivo da Academia de Ciências de Lisboa e membro correspondente da Academia Brasileira de Letras.Sendo um dos mais prolíficos e prestigiados escritores da segunda metade do século XX em Portugal, a obra de Urbano, que está traduzida em diversas línguas, atinge várias dezenas de títulos, entre conto, romance, crónica e ensaio. Tem, além disso, colaboração dispersa por publicações variadas, entre as quais o Bulletin des Études Portugaises, Colóquio-Letras, JL-Jornal de Letras, Artes e Ideias, Vértice, Nouvel Observateur, etc., tendo sido director da revista Europa e redactor principal do Jornal de Letras e Artes e jornalista de O Século e de O Diário de Lisboa, periódicos onde fez crítica teatral. Enquanto repórter, percorreu grande parte do mundo, tendo reunido os seus relatos de viagem nos volumes Santiago de Compostela (1949), Jornadas no Oriente (1956) e Jornadas na Europa (1958) entre outros livros de viagens que mais tarde publicou.A ficção de Urbano Tavares Rodrigues tem como característica principal a tomada de consciência do indivíduo face a si mesmo e aos outros, processo que se inicia a partir da perspectiva física das personagens (a dimensão erótica e a constatação da morte marcam a sua escrita) até ao reconhecimento de uma identidade social e política. O autor considera que, numa primeira fase, a sua obra foi influenciada pelo existencialismo francês da década de 50; mais tarde, na sequência da sua detenção no forte de Caxias, durante o regime ditatorial, passou a revelar-se como uma literatura de resistência, a que se seguiu um novo período, mais optimista, no pós-25 de Abril. Nos seus últimos livros regressou à literatura de combate e de consciencialização, formulada em termos da interrogação angustiada sobre a crise de valores do ambiente finissecular, e presente nos romances O Supremo Interdito (2000) e Nunca diremos quem sois (2002) e no volume de crónicas God Bless America! (2003).Urbano participou, como actor (fazendo o papel de si próprio) no filme Visita - Ou Memórias e Confissões – realizado por Manoel de Oliveira em 1982 e até hoje não comercializado. Manoel de Oliveira, em entrevista a João Matos Cruz, disse que «Visita surge de uma circunstância, que provocou o acaso, o qual resultou num filme. Eu entendi que devia guardar aquela memória, e passei-a ao cinema... » – a circunstância de que o filme resultou foi o encontro do realizador e do escritor em 1963, na prisão.Urbano Tavares Rodrigues comemorou em 2003 cinquenta anos de vida literária. Em 2002 foi-lhe atribuído o Grande Prémio Vida Literária da Associação Portuguesa de Escritores e em 2000 o Prémio de Consagração de Carreira da Sociedade Portuguesa de Autores. Morreu em Lisboa em 2013, tendo continuado a escrever e a publicar até ao fim dos seus dias.
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Moda: "VAI-TE EMBORA, PASSARINHO!", pelo Gr.Mús.pop.potur. "Rumores d'Além Tejo", d Feijó (Almada).
Moda: "LIMOEIRO", pelo Gr. música popular portuguesa "Rumores de Além Tejo", do Feijó (Almada).
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