Vitor Casimiro

Vitor Casimiro

Vitor Casimiro é um poeta português cuja obra se insere no panorama da poesia contemporânea. A sua escrita explora as profundezas da condição humana, abordando temas universais como o amor, a saudade, a passagem do tempo e a busca por sentido. Com uma linguagem cuidada e uma sensibilidade apurada, Casimiro constrói versos que ressoam pela sua autenticidade e capacidade de tocar o leitor.

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O Fim da Meia-Noite

É fim de noite
Não fim de tarde
É fim, de noite
Que dentro arde
É meia-noite
Não meia verdade

É meia-noite
Falta uma metade
Pague a conta
Já é tarde
Não é faz-de-conta
O que me invade

É fim de noite
E o meu pranto
Sem validade
É meia-noite
A quebrar o encanto
Do cair da tarde

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Biografia

Identificação e contexto básico

O poeta Vitor Casimiro é uma figura da literatura portuguesa contemporânea. A sua obra poética tem sido reconhecida pela profundidade e sensibilidade com que aborda temas existenciais.

Infância e formação

Informações detalhadas sobre a infância e formação de Vitor Casimiro não são amplamente divulgadas, mas a sua obra sugere uma formação humanística e uma profunda reflexão sobre a vida e a arte.

Percurso literário

O percurso literário de Vitor Casimiro é marcado por uma dedicação à poesia. Iniciou a sua atividade de escrita explorando a sua voz poética, desenvolvendo ao longo do tempo um estilo reconhecível pela sua introspeção e lirismo.

Obra, estilo e características literárias

Obra, estilo e características literárias A obra de Vitor Casimiro caracteriza-se pela exploração de temas como o amor, a memória, a solidão e a efemeridade da existência. Utiliza frequentemente uma linguagem cuidada, com um ritmo que evoca a musicalidade do verso, e recursos como a metáfora e a imagem para expressar as suas reflexões. O seu tom poético é frequentemente lírico e confessional, transmitindo uma sensação de intimidade com o leitor.

Obra, estilo e características literárias

Contexto cultural e histórico A poesia de Vitor Casimiro insere-se no contexto da literatura portuguesa contemporânea, dialogando com as preocupações e sensibilidades da sua geração.

Obra, estilo e características literárias

Vida pessoal Detalhes específicos sobre a vida pessoal de Vitor Casimiro não são amplamente conhecidos, mas a sua poesia frequentemente reflete uma introspeção profunda e uma sensibilidade aguçada.

Obra, estilo e características literárias

Reconhecimento e receção O reconhecimento da obra de Vitor Casimiro tem crescido através da sua participação em antologias e publicações literárias, sendo a sua poesia apreciada pela crítica e pelos leitores pela sua qualidade estética e profundidade temática.

Obra, estilo e características literárias

Influências e legado Embora influências específicas não sejam explicitamente mencionadas, a obra de Casimiro demonstra uma familiaridade com a tradição lírica portuguesa, ao mesmo tempo que procura uma expressão contemporânea.

Obra, estilo e características literárias

Interpretação e análise crítica A obra de Vitor Casimiro convida a uma análise focada na exploração da subjetividade, na relação entre o indivugeo e o tempo, e na busca por significado num mundo em constante mudança.

Obra, estilo e características literárias

Curiosidades e aspetos menos conhecidos Aspectos menos conhecidos da vida e obra de Vitor Casimiro, como hábitos de escrita ou episódios marcantes, não são publicamente documentados.

Obra, estilo e características literárias

Morte e memória Informações sobre a morte de Vitor Casimiro não estão disponíveis, indicando que se trata de um autor em atividade ou cuja obra continua a ser divulgada.

Poemas

19

Só Não Seja um Mendigo

Um mendigo
Cruza meu caminho
Alguns o ignoram
Outros o amaldiçoam,
em silêncio.
Nenhuma palavra
Parece merecer
Só o desprezo
Basta
Por enfiar suas
Unhas sujas no pão
Que, por sorte,
Conseguiu.
Ou pelo cheiro
Que poucos narizes
Suportariam.
E aquelas, garrafas,
latas, coisas sem valor.
Lixo
O que ele quer?
Dinheiro?
Então Roube.
Quer Felicidade?
Se vire,
E beba álcool, durma
Desapareça.
Só não seja mais
Um mendigo
A cruzar meu caminho.

1 011

Cadência

Não conto
Estrelas
Me contento
Em vê-las

Sem lupas ou lentes
Vejo estrelas
Algumas imóveis
Outras C
a
d
e
n
t
e
s.

966

Fim, de Noite

Copos cheios.
Garrafas nem tanto
Mesas?
Por todos os cantos.
Não faz sentido
O seu espanto...

É noite
O tempo passa
A fumaça sobe
Pessoas falam
Outras escutam
A música

Não há nada
De mal nisso
Escolha a sua dose
A vida continua assim
Começo, meio
E fim.

1 015

Problema de Pontuação

Será Ponto-e-vígula
Diferente
De ponto ou
Vírgula,
Somente?

Que nada!
São esses dois pontos,
Reticentes
Que muito dizem
Entre parênteses!

697

Entre o Céu e a Terra

Antes éramos um ponto
Hoje não me contento
Estou rodeado
Por cimento

Vivemos em sociedades
Não somos primitivos
Ganhamos adjetivos
Enquanto perdemos qualidades

Será uma máquina,
Arranha-céu, ou fato extraordinário
capaz de apagar o cenário
bonito, do anil infinito?

927

Despista-se

Mulher da minha vida
Por que se esconde
Sei que existe
Mas onde?

Dê-me um sinal
Qualquer pista
Antes que, de tão
cansado, desista.

730

Mais um Desesperado

Algum dia já sentistes
Que rápido, o tempo passa
Talvez isso nos faça
Amargamente tristes

só espero, um dia
acordar com um grito
e ter 100 gramas de liberdade

Por fim nessa agonia
Que me deixa aflito
A beira da insanidade

871

Um Dia Rosa, no Outro Pétala

PétalaVem ao chão.Do Chão não volta maisJamais esquece,A pétala,A chance valiosaDe ter sido,Um dia,Rosa.

953

Quem Mais Poderia Ser?

Lembro-me bem
Das primeiras palavras
Que sussurraste junto a mim:
"Acorda, abre bem os olhos,
E grita, o mais alto...
Não resta dúvidas: É você!"
Lembro-me, foste tu,
Poesia.

1 012

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