
Eugénio Tavares
Eugénio Tavares foi um poeta, jornalista e político cabo-verdiano, figura proeminente na literatura e na formação da identidade cultural do arquipélago. A sua obra é marcada por um profundo lirismo e um forte sentido de pertença à terra natal, explorando temas como a saudade, o amor pela pátria e as condições sociais do seu povo. Foi um defensor da autonomia e da cultura cabo-verdiana, desempenhando um papel crucial na imprensa e na vida política.
1867-10-18 Ilha Brava, Cabo Verde
1930-06-01 Ilha Brava
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Alguns Poemas
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Livros
Eugénio Tavares, poeta, jornalista e memorialista. Autodidacta. Funcionário público.Emigrou, como tantos outros seus conterrâneos, para os Estados Unidos, onde a fortuna lhe não sorriu, mas onde deixou marca, pois lá publicou o seu primeiro livro de versos, Fadinhos (1896), editado em New Bedford para ser vendido entre a comunidade de língua portuguesa. Ao longo da sua vida e, sobretudo, da sua obra se verificará que esta sua aventura não lhe foi de todo inútil, dado o que nela e por causa dela aprendeu.Regressado à sua terra e à sua modesta carreira de funcionário, rápido se fez reconhecer como o grande poeta lírico de Cabo Verde, primeiro em língua portuguesa e, logo após a República, também em crioulo cabo-verdiano, forma de expressão que dignificou e defendeu vida fora, mesmo quando essa sua posição se lhe tornou incómoda.Colaborou, como jornalista e como poeta, em alguns jornais de Lisboa, mas sobretudo nos periódicos de Cabo Verde: Popular, Revista de Cabo Verde, Polichinelo, Futuro de Cabo Verde, Manduco e A Voz de Cabo Verde. Neste último jornal publicaria, entre 1911 e 1916, mais de uma centena de poemas, um drama em 2 actos e em verso, A Peçonha, e, entre outras, duas séries de artigos de muito interesse: «A vida crioula na América», e «Dramas da pesca da baleia». Foi também na Voz de Cabo Verde que, a partir de 1913, Eugénio Tavares publicou grande parte da sua poesia em crioulo.Alguns dos seus biógrafos e críticos – e teve muitos – atribuem-lhe a autoria da primeira poesia escrita em crioulo cabo-verdiano, Bárbara, Bonita Escraba, que é a tradução para aquele dialecto das Endechas a Bárbara Escrava de Camões. Aliás, Eugénio Tavares publicaria, em 1913, em A Voz de Cabo Verde, um ensaio sob o título de «A raça negra: Luís de Camões e a escrava Bárbara».Também com poesia, colaborou no Almanaque Luso-Africano (1894, 1895 e 1899) e no Novo Almanaque de Lembranças (1884-1928). Na edição de 1932 deste último, o poeta cabo-verdiano José Lopes da Silva homenagearia Eugénio Tavares com um ensaio sobre a sua obra. Também já depois de o poeta ter falecido, José Osório de Oliveira promoveu a edição em Lisboa das suas Mornas-Cantigas Crioulas, precedidas de um estudo do autor sobre «A morna e o povo de Cabo Verde», datado da ilha Brava, de apenas dois meses antes de ali mesmo morrer. Este livro seria reeditado em Luanda, em 1969, pela Liga dos Amigos do Cabo Verde, reedição que inclui uma «Adenda» com poemas de Eugénio Tavares em língua portuguesa.«Tão sintonizado estava ele com o sentimento colectivo da alma do seu povo que é difícil encontrar, em qualquer outra comunidade, identificação mais perfeita entre o poeta e o seu grupo humano, e por isso não admira que "Nhô Eugénio" continue, depois da sua morte, a ser lembrado pela sua gente.» (Manuel Ferreira.)
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