Silêncio do amor

Cala-se minha mente no desespero dessa necessidade.
São 15h33; passaram-se seis horas, passaram-se dez horas.
Ali estou, paralisado nessa necessidade.
Oh, amor, o quanto doce tu és!
Se eu pudesse, ficaria diabético e nem ligaria.
Como sentir o aroma das folhas das árvores.
Como sentir a brisa, leve, fresca e relaxante do vento bater em nossos corpos,
com a sensação de que poderíamos voar
e de que esse voo seria lindo.

Contudo, o quão angustiante é tua ausência, oh, amor.
É acordar, olhar para o lado: você não está.
É respirar, inalar, e o cheiro do vazio entrar.
É como se minha alma estivesse em um luto grave.
Ela não sorri, não está feliz; ela sofre e se desespera.
Lá no fundo, ela diz: amor, eu te amo, e por te amar, eu sofro.

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