

Gabriel Mariano
Gabriel Mariano foi um poeta cabo-verdiano cuja obra está profundamente enraizada na identidade e nas paisagens das ilhas. A sua poesia é marcada por um lirismo que celebra a terra, o mar, a cultura e a alma do povo cabo-verdiano, explorando temas como a saudade, a esperança, a resiliência e a condição humana em contexto insular. Com uma linguagem rica em imagens e musicalidade, Mariano capturou a essência da experiência cabo-verdiana, tornando-se uma voz importante na literatura de Cabo Verde e na lusofonia.
1928-05-18 Ribeira Grande
2002-02-28 Lisboa
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Única Dávida
Os engajadores levaram
a nossa única dádiva
e já ninguém devolve
o que nos foi roubado.
Longa è a ladeira que a fome alonga.
Enquanto eu vivo
as perguntas duram
E eu vivo da fome
interrogativamente.
Longa è a ladeira que a fome alonga.
Como podem ladrões
rondar meus olhos
se amor só
meus olhos tem?
Longa è a ladeira que a fome alonga
terralonginquamente.
a nossa única dádiva
e já ninguém devolve
o que nos foi roubado.
Longa è a ladeira que a fome alonga.
Enquanto eu vivo
as perguntas duram
E eu vivo da fome
interrogativamente.
Longa è a ladeira que a fome alonga.
Como podem ladrões
rondar meus olhos
se amor só
meus olhos tem?
Longa è a ladeira que a fome alonga
terralonginquamente.
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