manoelserrao1234

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1960-04-19 São Luis - Maranhão
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Alguns Poemas

DA DESPEDIDA INDIRETA DO AMOR [Manoel Serrão]


ARTIGO PRIMEIRO: O amor poderá considerar rescindido, e dissolvido toda e qualquer relação sem intenção de positivá-lo ou que justifique a sua manutenção, quando já nenhum liame existir entre amantes, a jungi-los vida afora no qual ausente o sentimento e a vontade de se tornar pleno espírito e coração, elementos subjetivos capaz de dar-lhe sustentabilidade quando:

[a] forem exigidas cobranças superiores às próprias forças, situações embaraçosas, defesos pelas variadas desse sentimento: o altruísta, o fraternal, o romântico, o amor Eros, o amor ágape, entre outros, excessiva doação, desatenção, falta de afeição, carinho, ternura, comentários contrários às boas e saudáveis relações de costumes ou alheios ao bom senso de quem ama e se deve amar;

[b] estar preso a emoções ou pessoas do passado, falta de investimento, imaturidade relacional, expectativas altamente elevadas no outro, feridas emocionais, carências afetivas pessoais elevadas, for tratado ou por seu modo de ser com excessivo rigor e limitações, tais como: ciúme; ofensa moral e física; temores infundados; indiferenças; obsessões e análogos;

[c] correr perigo manifesto de traição, perfídia, indecência, doação inoficiosa e rejeição;

[d] não "cumprir" o velho romance com seus projetos, metas estabelecidas, propósitos e juras confessas;

[e] sofrer no exercício amoroso, ato lesivo a boa fama, mesmo no caso de legítima defesa da vida amorosa;

[g] for do tipo de amor baseado no quesito "precisar do outro", na necessidade aflitiva de dependência, na atração física, na excitação sexual, no usualmente chamado de "química” / “pele", na paixão e idealização do parceiro ou se for reduzida a chama da paixão, de forma a afetar sensivelmente a excitação, além da sua própria importância.

PARÁGRAFO PRIMEIRO: O amor poderá suspender temporariamente ["dar um tempo"] ou até por fim a relação, quando não tiver como fazer-se amar ou manter-se amante, incompatível com a manutenção do casamento, do namoro, do noivado, do "ficar" e outras denominações a mais.

PARÁGRAFO SEGUNDO: No caso do amor partir do coração para UM [A] "melhor" por morte natural ou acidental dar-se-á por finda não só a relação, como também será concedida "UM" ou "O" "time" que preciso for para refazer-se, fazer-se esquecer de ou encontrar um novo amor.

PARÁGRAFO ÚNICO: Fica Proibido em caráter irretratável e irrevogável infringir o caput, às alíneas e os parágrafos desse artigo, assim como fica garantido o direito de amar e ser amado e o amor bem-querer do bem verdadeiro ser bem tratado. Quem assim não cumprir dando tratamento digno ao amor que merece a paixão, ao coração, aos amantes, etc... Será punido severamente com a seguinte pena pela despedida indireta do mesmo:

PENA: pelo descumprimento da norma supracitada será sentenciado e condenado o réu à pena de:

DOSIMETRIA DA PENA: o réu cumprirá em regime aberto a pena fixada de: um ficar sem nada; uns namoros sem açúcar e sem afeto agravado de paixões arrebatadoras não correspondidas além do direito de "gozar" gratuitamente de um kit-dor [sem passa já] de 72 [setenta e duas horas] de profunda fossa e dor de cotovelo.

Para os incautos, no caso de reincidência, a pena será aumentada, na proporção de 1/3, acrescida da multa de incessantes broxadas, frigidez, sem qualquer benefício ou acesso ao mágico Levitra, Cialis, Viagra e outras drogas correlatas.

CUMPRA-SE.

O amor, só com Vênus.


OBS: Romeu e Julieta são responsáveis por grande parte de nossas ideias do “relacionamento perfeito”, como também por uma elevada percentagem de divórcios. Casais buscando um casamento ideal de relacionamento baseado inteiramente em paixão e romance e, quando escurece romance (como tantas vezes acontece num relacionamento), se sentem enganados e, acreditam que o casamento fracassou. Quando, na realidade, o romance apaixonado não é necessário para um casamento saudável – enquanto o amor, respeito, caridade são. Romeu e Julieta têm muito a responder

ANEL D’ÂMBAR [Manoel Serrão]




Louv'v 'stá núbil,
‘Stá “Loba” ‘stá úbere.

Lou’v ‘ste útero de fecundado amor,
Lou’v en... Lou’v en teu belo!


Ó lou'v! Lou'v en 'stá sorte!
Lou'v en 'stá serônia chuva.
'Stá serena orvalha, brisa do zéfiro.
'Stá mirra o aroma-rosa o coração fraterno. Lou'v en d’alcácer a libélula ‘alcanfor a mais bela!   

Lou’v  ‘stá ófris ‘stá "Fleur”.

Lou’v ‘stá croma lis buquê d’cor.
Lou’v en 'stá paz.
Lou’v en teu belo!

Ó Lou'v! Lou'v en 'ste amido.
Lou'v en 'stá madura semente o grão. 
'Ste sal no cio do chão.
'Ste néctar humus do Nilo régio.
Lou'v 'stá colheita do afã, ânfora d’farto grão.

Lou’v ‘stá Isis ‘stá flama ‘stá íris.
Lou’v en d’amimo a alma sem dor.
Lou’v en o luau que a ti espero. 
Lou’v en teu belo desejo sonhador!

Ó lou'v! Lou'v en 'sta lira. 
Lou'v en 'ste delibado, o tear do coser, o libar.
'Ste elo infinito desejo sonhador.
'Stá prenda gêmea de junho.
Lou'v en aprus das d’águas de aço. 

Lou’v  ‘stá Déia ‘stá Osíris a que tudo possui.
Lou’v ‘stá glória Atenas do Olimpo.
Lou’v en 'ste amoroso louvor.
Lou’v en teu belo humor!

Ó Lou 'v! Lou'v en 'ste encanto quebranto.

Lou'v en 'stá Boda de Canaã 'ste amor.
'Stá dádiva a glória múltipla a melena.
'Stá núpcia, 'ste porto-marina, 'stá Luz.
Lou’v en o adejo dos colibris pelo céu beija-flor!

Ó lou'v en 'ste soer d'áurea amena, lou’v!
It’s a miracle? Ó D'us... Ó D'us... Ó D'us...
Lou’v en teu belo! Lou'v en! Mas dade-mh-a 
O elo teu eterno anel d’alindado âmbar.
Ó lou'v en teu belo, belo, belo o Amor!


 

 

 








 

 

 

 

 

 

Perfil Nome completo: Manoel Serrão da Silveira Lacerda. Idade e naturalidade: Nasceu em São Luís [Atenas Brasileira] capital do Estado do Maranhão, na Santa Casa de Misericórdia, em 19 de abril de 1960. Filiação: Filho de Agamenon Lucas de Lacerda e de Oglady da Silveira Lacerda. Neto paterno de Manuel Lucas de Lacerda e Maria Antônia Lucas de Lacerda; neto materno de Hidalgo Martins da Silveira e Maria José Serra da Silveira. Ascendência geral de espanhóis e portugueses judeus. Profissão: Advogado e Professor de Direito, formado pela Faculdade de Direito do Recife - UFPE, curso criado pela Carta Lei de 11.08.1827 - publicada em 21.08.1827 - Chancelaria Mor do Império do Brasil, que no passado acolheu dois presidentes: Epitácio Pessoa, em 1886 e Nilo Peçanha, em 1887. Acolheu outros nomes, os quais enriqueceram a nossa cultura como: Rui Barbosa. Castro Alves. Augusto dos Anjos. Ariano Suassuna. Miguel Arraes. Francisco Julião. Barão do Rio Branco. Barão de Lucena. Joaquim Nabuco. Fagundes Varela. Raul Pompéia. Tobias Barreto. Graça Aranha. Álvaro Lins. José Lins do Rego. Pontes de Miranda. João Pessoa. Clóvis Bevillaqua. Silvio Romero. Adolfo Cisnes. Assis Chateaubriand. Agamenon Magalhães. Luís Câmara Cascudo. Aurélio Buarque de Holanda, e tantos mais. Dimensionar a origem do berço poético do autor, assim como a dimensão e a importância do Maranhão para a cultura nacional, peço vênia para transcrever um pequeno trecho da obra do imortal membro da Academia Maranhense de Letras o professor Jomar Moraes, intitulada - Apontamentos de Literatura Maranhense - edições sioge - nota bene: "Sem receio de qualquer exagero chauvinista diríamos que a presença do Maranhão na literatura nacional se caracteriza, principalmente, pelo vanguardismo que sempre colocou nossos homens de letras à frente dos debates das novas ideias e da renovação de padrões estéticos. Do negrismo de Trajano Galvão ao neoconcretismo de Ferreira Gullar; do ideário estético e nacionalista de Gonçalves Dias às antecipações modernistas de Sousândrade; da lucidez analítica de João Francisco Lisboa ao ensaísmo da Franklin de Oliveira e Oswaldinho Marques; dos estudos folclóricos de Celso Magalhães ao romance naturalista de Aluísio de Azevedo; dos estudos de Nina Rodrigues à renovação estética pregada e apoiada por Graça Aranha, tudo revela e comprova a clara vocação de pioneirismo e liderança que assinala uma das mais características e importantes facetas da nossa participação na cultural nacional". E ainda, de Coelho Neto, Teófilo Dias, Vespasiano Ramos, Raimundo Teixeira Mendes, César Marques e muitos outros de uma constelação que brilha desde meados do século XIX. Dois dos quais – Gonçalves Dias e Teófilo Dias – são patronos de cadeiras na Casa de Machado de Assis, a Academia Brasileira de Letras, à Akademia dos Párias, dentre eles: Fernando Abreu, Paulo Melo Sousa, Garrone, Paulinho Nó Cego, Marcello Chalvinski, Zé Maria Medeiros, Celso Borges. Podemos citar: Arthur Azevedo; Catulo da Paixão Cearense; Bacelar Vianna; Bandeira Tribuzi; Padre Antônio Vieira [Sermão aos Peixes]; Odorico Mendes; Sotero dos Reis; João Francisco Lisboa; Gentil H. de Almeida Braga; Custódio A. P. Serrão [Frei]; Trajano Galvão; Josué Montello; Nauro Machado; José Sarney; José Chagas; José Maria Nascimento; Laura Amélia Damous; Luís Augusto Cassas; Alex Brasil, Antônio Miranda, Carlos Cunha, Dagmar Desterro, Joãozinho Ribeiro, Lago Burnett, Odylo Costa, Roberto Kenard, Salgado Maranhão, Vespasiano Ramos, Joaquim Haickel, João Batista Gomes do Lago; Mhario Lincoln; Lenita de Sá, João Paulo Leda, Evilásio Júnior, Antônia Veloso, Luiza Cantanhede, Zélia Maria Bacelar Viana, além de muitos tantos outros.
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Parabéns por seus textos e seus poemas, meu caro Manoel Serrão. Poesia é, como disse o grande poeta Octávio Paz, salvação e nós dois seremos salvos por ela, assim como todo aquele que faça da beleza o único pão para sua alma. Tenho igual honra em te-lo como leitor. Um forte e cordial abraço.
06/março/2019

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