

Dois Santos dos Santos
Dois Santos dos Santos é um poeta brasileiro cuja obra explora a complexidade das relações humanas, a efemeridade do tempo e a busca por significado em um mundo em constante transformação. Sua poesia é marcada por uma linguagem introspectiva e por uma profunda sensibilidade, que convida o leitor a refletir sobre a própria existência. Com versos que alternam entre o lirismo e a melancolia, Dos Santos tece um universo poético onde a memória, os sonhos e as inquietações do presente se entrelaçam, criando uma experiência de leitura que ressoa com as fragilidades e as esperanças do ser humano.
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Ela oferecia os seios
Ela oferecia os seios
que ele sugava sem pressa
para sentir maior sabor
assim
como quem come moranguinhos
Com a mão espalmada
subia pelas coxas
em movimentos mais que suaves
deixando os pelinhos das pernas dela em pé
e a pele toda arrepiada
Invadindo o ventre
afagava ondas, dunas, colinas, sonhando
com regiões ainda inexploradas
Beijava logo a nuca frágil
de pássaro abatido
que dava (a ele)
essa absurda vontade de chorar
Entre sussurros mordiscava a orelha dela
E com um palavrãozinho
metia-lhe afinal a língua no ouvido
A mulher gemia a meia voz
arfava
e ele gemia junto
ao prolongar os seus ganidos
Mas isso eram só preliminares
que o mais era charco, pântano, areia
movediça
mistério a ser saboreado
que ele sugava sem pressa
para sentir maior sabor
assim
como quem come moranguinhos
Com a mão espalmada
subia pelas coxas
em movimentos mais que suaves
deixando os pelinhos das pernas dela em pé
e a pele toda arrepiada
Invadindo o ventre
afagava ondas, dunas, colinas, sonhando
com regiões ainda inexploradas
Beijava logo a nuca frágil
de pássaro abatido
que dava (a ele)
essa absurda vontade de chorar
Entre sussurros mordiscava a orelha dela
E com um palavrãozinho
metia-lhe afinal a língua no ouvido
A mulher gemia a meia voz
arfava
e ele gemia junto
ao prolongar os seus ganidos
Mas isso eram só preliminares
que o mais era charco, pântano, areia
movediça
mistério a ser saboreado
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