
Raimundo Bento Sotero
Raimundo Bento Sotero foi um poeta brasileiro cujas obras exploram a musicalidade da linguagem e a riqueza das paisagens do Nordeste. A sua poesia, muitas vezes ligada à cultura popular e às tradições regionais, revela um olhar sensível sobre o cotidiano, a fé e a beleza encontrada nas coisas simples. Com uma escrita que valoriza o ritmo e a sonoridade, Sotero deixou um legado de poemas que celebram a identidade nordestina e a experiência humana com lirismo e autenticidade.
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Além do mal
Não levo em conta o mal que me fizeste,
Que o ódio é um sentimento tão mesquinho;
Como a vingança, um vegetal daninho
Que viça na aridez de um peito agreste.
Por isso, cada mágoa que me deste,
Uma a uma, fui largando no caminho,
Como a flor que se livra do espinho
Que rebenta do tronco mais silvestre.
A despeito do mal que me causaste,
Já não guardo rancor de minha parte
E em troca dos espinhos te dou flores
E te perdôo os males cometidos,
Que o perdão reconforta os oprimidos
E mata de remorso os opressores.
Que o ódio é um sentimento tão mesquinho;
Como a vingança, um vegetal daninho
Que viça na aridez de um peito agreste.
Por isso, cada mágoa que me deste,
Uma a uma, fui largando no caminho,
Como a flor que se livra do espinho
Que rebenta do tronco mais silvestre.
A despeito do mal que me causaste,
Já não guardo rancor de minha parte
E em troca dos espinhos te dou flores
E te perdôo os males cometidos,
Que o perdão reconforta os oprimidos
E mata de remorso os opressores.
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