

Ossip Mandelstam
Ossip Mandelstam foi um influente poeta russo, considerado um dos maiores expoentes da poesia do século XX. A sua obra é marcada pela profundidade intelectual, pela riqueza das imagens e pela capacidade de evocar o tempo e a memória. Enfrentou a repressão política na União Soviética, o que levou à sua prisão e morte em circunstâncias trágicas. A sua poesia, apesar de muitas vezes sombria e marcada pela dor, é um testemunho da resiliência do espírito humano e da força da arte perante a adversidade.
1891-01-03 Varsóvia
1938-12-27 Gulag
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O corpo me é dado-e com que fim,
Meu corpo único,tão de mim?
Pela alegria chã de respirar,
Silenciosa,a quem devo louvar?
Sou jardineiro e sou flor- cativo
Na prisão do mundo sozinho não vivo.
E já nos vidros da eternidade
Cai meu calor,meu sopro respirado.
Nela se grava um desenho pra sempre,
Irreconhecível de tão recente.
Escorra do momento a água turva-
O desenho amado não esbate à chuva.
Pela alegria chã de respirar,
Silenciosa,a quem devo louvar?
Sou jardineiro e sou flor- cativo
Na prisão do mundo sozinho não vivo.
E já nos vidros da eternidade
Cai meu calor,meu sopro respirado.
Nela se grava um desenho pra sempre,
Irreconhecível de tão recente.
Escorra do momento a água turva-
O desenho amado não esbate à chuva.
1791
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