
António Lobo de Carvalho
António Lobo de Carvalho foi um poeta e pedagogo português, conhecido pela sua escrita marcada por uma profunda sensibilidade e reflexão sobre a condição humana. A sua obra poética explora temas como a efemeridade da vida, a natureza e a busca por significado, frequentemente através de uma linguagem cuidada e de uma musicalidade intrínseca. Destacou-se também pela sua atividade pedagógica, dedicando-se ao ensino e à formação de jovens, deixando um legado como educador e como figura relevante na poesia portuguesa contemporânea.
Guimarães
1787-10-26 Lisboa
18136
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Soneto IX
A um figurão mui putanheiro, que em prémio de suas laboriosas proezas teve a pica decepada
De foder sujos conos já cansado
De Almeida apodreceu o membro enorme;
Parou enfim a máquina triforme,
Que tinha imensas cricas arrombado:
Soou por toda a parte o grosso brado
Do tremendo marzapo ingente, e informe;
Mas (desgraça cruel!) em cinzas dorme,
Por amolados ferros decotado:
A ver o triste funeral correram
Mais de mil putas, que ao fatal estrago
Cobrindo os olhos com as mãos gemeram:
Temei, casadas, o venal afago:
Olhai que vis michelas concorreram
Para ficar de Nise o cono vago
De foder sujos conos já cansado
De Almeida apodreceu o membro enorme;
Parou enfim a máquina triforme,
Que tinha imensas cricas arrombado:
Soou por toda a parte o grosso brado
Do tremendo marzapo ingente, e informe;
Mas (desgraça cruel!) em cinzas dorme,
Por amolados ferros decotado:
A ver o triste funeral correram
Mais de mil putas, que ao fatal estrago
Cobrindo os olhos com as mãos gemeram:
Temei, casadas, o venal afago:
Olhai que vis michelas concorreram
Para ficar de Nise o cono vago
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