Jack Spicer

Jack Spicer

Jack Spicer foi um poeta americano, figura proeminente da cena poética de São Francisco na década de 1950. A sua obra, frequentemente marcada por um tom coloquial, mas carregada de uma intensidade existencial, explora temas como o amor, a morte, a linguagem e a própria natureza da poesia. Com uma abordagem que desafiava as convenções formais, Spicer é reconhecido pela sua autenticidade e pela sua capacidade de criar poemas que ressoam com uma crueza e uma honestidade desconcertantes. A sua poesia é vista como um reflexo de uma busca constante por significado num mundo incerto. A vida de Jack Spicer, marcada por dificuldades e por um certo nomadismo, parece ter influenciado a sua escrita, conferindo-lhe uma urgência e uma vulnerabilidade singulares. Ele é lembrado como um poeta que viveu intensamente a sua arte, deixando um legado de obras que continuam a desafiar e a inspirar leitores e poetas.

1925-01-30 Los Angeles
1965-08-17 São Francisco
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Uma Carriola Vermelha

Relaxe e olhe esta maldita carriola. O que quer
Que seja. Cães e crocodilos, refletores. Não
Por seu significado.
Por seu significante. Por ser humano
Os signos elidem você. Você, nada brilhante,
É um sinal para eles. Não,
Eu assino, os cães e crocodilos, refletores. Não
Seu significado.
(tradução de Ricardo Domeneck)
:
A Red Wheelbarrow
Rest and look at this goddamned wheelbarrow. Whatever
It is. Dogs and crocodiles, sunlamps. Not
For their significance.
For their significant. For being human
The signs escape you. You, who aren’t very bright
Are a signal for them. Not,
I mean, the dogs and crocodiles, sunlamps. Not
Their significance.
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