
Fábio Afonso de Almeida
Fábio Afonso de Almeida é um poeta cuja obra se distingue pela exploração de temas existenciais e pela lírica introspectiva. A sua escrita, marcada por uma linguagem cuidada e um ritmo cadenciado, convida à reflexão sobre a condição humana, o tempo e a memória. As suas composições poéticas frequentemente evocam paisagens interiores e a complexidade das emoções, estabelecendo um diálogo íntimo com o leitor.
1847-11-30 Santa Bárbara
1909-06-14 Rio de Janeiro
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Fraude
Participe da grande cartada,
Início e fim de todos os sonhos,
Estampa virtual da matéria,
Idéias semi-sólidas do cérebro.
Pegue, sinta, não acredite,
Chore a perda inexistente,
Exulte-se com o prêmio que finda
Na escala irreal da existência.
Fixe a imagem que desmancha
Detenha o tempo que foge.
Sinta a inverdade do vazio,
Segure a geléia das formas.
Assim que se sentir esgotado,
Não creia no corpo cansado.
Mude sua própria natureza,
Que a morte também é uma fraude.
Início e fim de todos os sonhos,
Estampa virtual da matéria,
Idéias semi-sólidas do cérebro.
Pegue, sinta, não acredite,
Chore a perda inexistente,
Exulte-se com o prêmio que finda
Na escala irreal da existência.
Fixe a imagem que desmancha
Detenha o tempo que foge.
Sinta a inverdade do vazio,
Segure a geléia das formas.
Assim que se sentir esgotado,
Não creia no corpo cansado.
Mude sua própria natureza,
Que a morte também é uma fraude.
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