

Daniel Francoy
Daniel Francoy é um poeta conhecido pela sua obra que transita entre o lirismo intimista e a reflexão social. A sua poesia, muitas vezes marcada por uma linguagem precisa e imagens evocativas, explora a condição humana, as relações interpessoais e as paisagens urbanas e naturais. Francoy consegue criar um universo poético onde a melancolia se cruza com a esperança, oferecendo ao leitor uma perspetiva sensível e profunda sobre o mundo.
1979-01-01 Ribeirão Preto
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Para pichar nos muros da cidade sitiada
Agora não há mais nada entre nós e o fim do mundo.
Toda quarentena é falha.
Eu tenho medo do ar que você respira.
A contagem dos mortos é sempre imprecisa.
Agora vivemos a vida adiada.
Há algo mais do que pássaros e ratos aqui.
Não confie no lucro anunciado.
Há homens com rifles nas esquinas.
Tudo o que conheci está sepultado.
Você ainda acredita que há dias sem mortos?
Toda quarentena é falha.
Eu tenho medo do ar que você respira.
A contagem dos mortos é sempre imprecisa.
Agora vivemos a vida adiada.
Há algo mais do que pássaros e ratos aqui.
Não confie no lucro anunciado.
Há homens com rifles nas esquinas.
Tudo o que conheci está sepultado.
Você ainda acredita que há dias sem mortos?
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