
Natalício Barroso
Natalício Barroso foi um escritor e figura pública cuja atuação se estendeu por diversas áreas, incluindo a política e a criação literária. A sua obra reflete um engajamento com os valores cívicos e uma preocupação com o desenvolvimento social e cultural. Figurando como um dos representantes de um período de efervescência intelectual e política, Barroso deixou uma marca pela sua participação ativa na vida pública e pela sua contribuição literária. Com uma escrita que por vezes assume um caráter ensaístico e reflexivo, Natalício Barroso abordou temas de relevo para a sua época, buscando através da palavra um diálogo construtivo com a sociedade.
Rio de Janeiro
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Mais um Poema de Amor para a Mulher Novamente Amada
A mulher amada tinha cabelos longos que desciam pela vertente dos ombros;
escorriam rápidos a tortuosos até a ponta dos seios
e se espalhavam ao redor da ansiedade.
Estes eram os cabelos da mulher amada.
Eles ficavam volumosos, quando se enchiam de amor,
e caíam como uma ducha sobre os corpos cansados.
Mas onde está a mulher amada?
Para onde a levaram? E porque a esconderam de mim?
Eu a tinha visto com os seios nuns
e os olhos tão ferozes quanto os de uma loba no cio.
As unhas eram longas, como se ela quisesse dilacerar alguém,
mas o púbis, deliciosamente acarinhado, se umedecia de
compaixão.
Mas para onde levaram a mulher amada?
Para que tipo de vida, mais apaixonante do que a minha, a levaram?
E porque a levaram?
As minhas horas estão vazias
como as noites solitárias num quarto de dormir.
Elas parecem as mesmas
mas o homem não é mais o mesmo.
Ele é apenas a janela do quarto aberta
para um pátio onde a lua brilha para seus olhos fechados.
Nada mais.
escorriam rápidos a tortuosos até a ponta dos seios
e se espalhavam ao redor da ansiedade.
Estes eram os cabelos da mulher amada.
Eles ficavam volumosos, quando se enchiam de amor,
e caíam como uma ducha sobre os corpos cansados.
Mas onde está a mulher amada?
Para onde a levaram? E porque a esconderam de mim?
Eu a tinha visto com os seios nuns
e os olhos tão ferozes quanto os de uma loba no cio.
As unhas eram longas, como se ela quisesse dilacerar alguém,
mas o púbis, deliciosamente acarinhado, se umedecia de
compaixão.
Mas para onde levaram a mulher amada?
Para que tipo de vida, mais apaixonante do que a minha, a levaram?
E porque a levaram?
As minhas horas estão vazias
como as noites solitárias num quarto de dormir.
Elas parecem as mesmas
mas o homem não é mais o mesmo.
Ele é apenas a janela do quarto aberta
para um pátio onde a lua brilha para seus olhos fechados.
Nada mais.
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