
Pablo Simpson
Pablo Simpson é um poeta cuja obra se insere frequentemente no contexto da poesia contemporânea, explorando a linguagem e a forma com uma sensibilidade aguçada para as nuances do quotidiano e da experiência humana. A sua escrita caracteriza-se por uma exploração introspectiva e, por vezes, melancólica, abordando temas como a passagem do tempo, a memória e a fragilidade das relações. A sua poesia convida à reflexão sobre a condição humana num mundo em constante mudança.
1918-01-28 16.º arrondissement de Paris
2000-12-30 14.º arrondissement de Paris
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VII Ainda há pouco era um desenho que te fiz
Ainda há pouco era um desenho que te fiz,
No qual o retrato - um azul de flores deste dia,
De recolhidas flores, uma a uma, quis
Pô-las furtivas do amor que te pedia.
No que trazê-las fosse então o que queria...
No que roubá-las fosse o gesto mais feliz...
Ainda há pouco era um desenho que fazia,
Onde nas flores misturava azuis-anis.
E ao misturá-los foi que certa hora vi,
Não o teu rosto, este o pintar não me permite,
Mas o cantar de um envergonhado bem-te-vi,
Que no seu canto, em que me via enternecido,
Dizia: - Ah! que dessas flores não imite
O azul, pois este a ti o havia prometido.
No qual o retrato - um azul de flores deste dia,
De recolhidas flores, uma a uma, quis
Pô-las furtivas do amor que te pedia.
No que trazê-las fosse então o que queria...
No que roubá-las fosse o gesto mais feliz...
Ainda há pouco era um desenho que fazia,
Onde nas flores misturava azuis-anis.
E ao misturá-los foi que certa hora vi,
Não o teu rosto, este o pintar não me permite,
Mas o cantar de um envergonhado bem-te-vi,
Que no seu canto, em que me via enternecido,
Dizia: - Ah! que dessas flores não imite
O azul, pois este a ti o havia prometido.
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