
Paulo F. Cunha
Paulo F. Cunha é um poeta contemporâneo cuja obra se distingue pela profundidade lírica e pela exploração de temas universais como o amor, a solidão e a passagem do tempo. A sua escrita caracteriza-se por uma linguagem cuidada e pela capacidade de evocar imagens sensoriais fortes, convidando o leitor a uma reflexão introspectiva. As suas composições poéticas exploram a condição humana com uma sensibilidade aguçada, abordando as complexidades das relações interpessoais e a busca por significado num mundo em constante mudança. A sua poesia é um convite à contemplação e à redescoberta da beleza nas pequenas coisas do quotidiano.
São Paulo, SP
19051
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Solidão
Eu me examino na solidão ,
abro todos os contatos
comigo mesmo
Quantas vezes me envaideço ,
outras tantas me entristeço ,
com a visão que tenho de mim.
Ouço os ruídos da rua
que me arranham o corpo ,
que me ferem os tímpanos ,
que me apertam a cabeça
quando estou posto em solidão .
Os ruidos são tão claros
quanto escura a percepção
de mim mesmo .
Solidão é guerrear sem armadura ,
fazendo do coração a bomba
e da cabeça ,em riste , a lança .
Solidão , como te evito ,
solidão como te quero .
abro todos os contatos
comigo mesmo
Quantas vezes me envaideço ,
outras tantas me entristeço ,
com a visão que tenho de mim.
Ouço os ruídos da rua
que me arranham o corpo ,
que me ferem os tímpanos ,
que me apertam a cabeça
quando estou posto em solidão .
Os ruidos são tão claros
quanto escura a percepção
de mim mesmo .
Solidão é guerrear sem armadura ,
fazendo do coração a bomba
e da cabeça ,em riste , a lança .
Solidão , como te evito ,
solidão como te quero .
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