
Rogério F. P.
Rogério F. P. é um poeta cuja obra se insere no panorama da poesia contemporânea. A sua escrita caracteriza-se por uma profunda reflexão sobre a condição humana, explorando temas como a efemeridade da vida, a busca por sentido e as complexidades das relações interpessoais. A linguagem utilizada é, por vezes, densa e imagética, convidando o leitor a uma imersão na subjetividade e nas inquietações existenciais. O seu percurso literário é marcado por uma voz autoral distinta, que se distancia de modismos passageiros para se concentrar numa exploração íntima e universal dos sentimentos e pensamentos. A poesia de Rogério F. P. é um convite à contemplação e ao questionamento, oferecendo perspetivas únicas sobre a experiência de ser no mundo.
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É alegre o baile dos restos
É alegre o baile dos restos
que me pendem do corpo
ao sabor dos ventos,
que sopram à leste.
Brincam entre meus
orifícios abertos pelas
mágoas que cultivei,
as inocentes criancinhas!
Quando alcançar finalmente os umbrais da morte
deixarei a cada amigo
então, um pedaço deste
melancólico pagão,
para que, em noites
melancólicas de inverno, se
lembrem que, aquele
que fora um deles,
agora repousa sossegado no inferno!
que me pendem do corpo
ao sabor dos ventos,
que sopram à leste.
Brincam entre meus
orifícios abertos pelas
mágoas que cultivei,
as inocentes criancinhas!
Quando alcançar finalmente os umbrais da morte
deixarei a cada amigo
então, um pedaço deste
melancólico pagão,
para que, em noites
melancólicas de inverno, se
lembrem que, aquele
que fora um deles,
agora repousa sossegado no inferno!
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