
Rogério F. P.
Rogério F. P. é um poeta cuja obra se insere no panorama da poesia contemporânea. A sua escrita caracteriza-se por uma profunda reflexão sobre a condição humana, explorando temas como a efemeridade da vida, a busca por sentido e as complexidades das relações interpessoais. A linguagem utilizada é, por vezes, densa e imagética, convidando o leitor a uma imersão na subjetividade e nas inquietações existenciais. O seu percurso literário é marcado por uma voz autoral distinta, que se distancia de modismos passageiros para se concentrar numa exploração íntima e universal dos sentimentos e pensamentos. A poesia de Rogério F. P. é um convite à contemplação e ao questionamento, oferecendo perspetivas únicas sobre a experiência de ser no mundo.
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Como consegues, em tua mais pura inocência
Como consegues, em tua mais pura inocência
arrancares do meu peito toda a arrogância
e incoerência? Tu que transmutas e reflete
tudo, naquilo que é mais belo.
Todas as tristes vivências em minhalma
contidas lhe dão espaço, amada amiga.
Todo sofrimento e desventuras,
as mortes e amarguras
de nada significam
quando comparadas a ti...
Por seres bela, e mesmo
assim sincera,
por teres a beleza inspiradora
da mais bonita deusa,
a ti minha amada
me entrego agora...
E não me envergonho então
no mais ébrio céu de outono
a fazer-te declarações de amor
e lhe dizer que a amo!
arrancares do meu peito toda a arrogância
e incoerência? Tu que transmutas e reflete
tudo, naquilo que é mais belo.
Todas as tristes vivências em minhalma
contidas lhe dão espaço, amada amiga.
Todo sofrimento e desventuras,
as mortes e amarguras
de nada significam
quando comparadas a ti...
Por seres bela, e mesmo
assim sincera,
por teres a beleza inspiradora
da mais bonita deusa,
a ti minha amada
me entrego agora...
E não me envergonho então
no mais ébrio céu de outono
a fazer-te declarações de amor
e lhe dizer que a amo!
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