
Vitor L. Mendes
Vitor L. Mendes é um poeta cuja obra se distingue pela sua capacidade de capturar a essência da experiência humana através de uma linguagem poética acessível, mas carregada de significado. Os seus versos frequentemente exploram a melancolia, a passagem do tempo e a beleza encontrada nas coisas simples do quotidiano. A sua poesia revela uma profunda sensibilidade para as emoções humanas e para a observação atenta do mundo que o rodeia. Mendes constrói um universo lírico que convida à introspeção e à contemplação, deixando uma marca de autenticidade e ressonância emocional nos seus leitores.
1963-03-09 Lisboa
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Solidão
Todos os dias, ao cair da noite,
A solidão vem e deita-se ao meu lado.
Fico observando, calado.
Ela acende um cigarro e, silenciosamente,
Brinca com os desenhos que a fumaça descreve no ar.
Seus movimentos lentos, sua indiferença.
Seu rosto é pálido e seu olhos parecem estar fitando
Algum ponto além das paredes do quarto.
Percebo que ela é bonita... O que estará ela pensando?
Jamais vou saber (...) Mas o que importa?
Ela está aqui. Como estará também no outro dia - quem sabe?
Acho que aprendi a gostar dela, como uma doce companhia.
Se ela demora a chegar, fico impaciente - Quem diria?
Se não vier, me sentirei só...
A solidão vem e deita-se ao meu lado.
Fico observando, calado.
Ela acende um cigarro e, silenciosamente,
Brinca com os desenhos que a fumaça descreve no ar.
Seus movimentos lentos, sua indiferença.
Seu rosto é pálido e seu olhos parecem estar fitando
Algum ponto além das paredes do quarto.
Percebo que ela é bonita... O que estará ela pensando?
Jamais vou saber (...) Mas o que importa?
Ela está aqui. Como estará também no outro dia - quem sabe?
Acho que aprendi a gostar dela, como uma doce companhia.
Se ela demora a chegar, fico impaciente - Quem diria?
Se não vier, me sentirei só...
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