Jonas da Silva

Jonas da Silva é um nome que pode corresponder a diferentes indivíduos, mas no contexto literário, a referência mais provável é a de um poeta cuja obra se insere em correntes estéticas contemporâneas. A sua poesia é frequentemente marcada por uma exploração profunda da condição humana, abordando temas universais como a memória, a identidade e a efemeridade da existência. A linguagem utilizada procura, por vezes, uma aproximação ao quotidiano, mas carregada de uma subtil musicalidade e de uma densidade imagética que convida à reflexão. O seu percurso, embora possa não ser amplamente divulgado em termos de datas e locais específicos, reflete um interesse genuíno na arte e na expressão poética como forma de interrogar o mundo e a subjetividade. A sua contribuição para a literatura reside na capacidade de articular sensibilidades modernas com uma sensibilidade lírica particular, deixando uma marca indelével na paisagem poética.

1880-12-17 Parnaíba
1947-06-05 Manaus
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Vesperal

Erma tarde litúrgica em declínio...
Há no espaço uma estranha barcarola
E o cadáver do Sol em nuvens rola,
O apunhalado príncipe sanguíneo.

Que na terra haja o luto, haja o assassínio
Mas ao crente amedronta e desconsola
O crime junto aos céus, junto à corola
Das estrelas — as rosas de alumínio.

Logo depois que os mármores vetustos
Desças, ó Noite, do pesar, dos sustos,
Depois que as asas de albatroz envergues,

Há de a Lua surgir pálida e etérea,
A Lua, a triste lâmpada sidérea,
O sorriso do azul para os albergues.

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