
Jonas da Silva
Jonas da Silva é um nome que pode corresponder a diferentes indivíduos, mas no contexto literário, a referência mais provável é a de um poeta cuja obra se insere em correntes estéticas contemporâneas. A sua poesia é frequentemente marcada por uma exploração profunda da condição humana, abordando temas universais como a memória, a identidade e a efemeridade da existência. A linguagem utilizada procura, por vezes, uma aproximação ao quotidiano, mas carregada de uma subtil musicalidade e de uma densidade imagética que convida à reflexão. O seu percurso, embora possa não ser amplamente divulgado em termos de datas e locais específicos, reflete um interesse genuíno na arte e na expressão poética como forma de interrogar o mundo e a subjetividade. A sua contribuição para a literatura reside na capacidade de articular sensibilidades modernas com uma sensibilidade lírica particular, deixando uma marca indelével na paisagem poética.
Coração
Sombra se escuta pela noite morta
o som de um passo e o gonzo de uma porta
Que a umidade dos tempos enferruja.
Quem vai passando pela estrada torta
Que leva ao alpendre, dessa estrada fuja!
Lá só se encontra a fúnebre coruja
E a Dor, que a prece ao caminhando exorta.
Se um dia abrindo o casarão sombrio
Um abrigo buscasses contra o frio
E entrasses, doce criatura langue,
Fugirias tremente vendo a um lado
A Crença morta, o Sonho estrangulado
E o cadáver do Amor banhado em sangue!
Escritas.org