Ana Júlia Monteiro Macedo Sança

Ana Júlia Monteiro Macedo Sança

Ana Júlia Monteiro Macedo Sança é uma figura literária com uma obra poética que explora profundamente a condição humana e as suas complexidades. Sua escrita é marcada por uma sensibilidade ímpar e uma capacidade de tecer imagens vívidas que ressoam com o leitor, abordando temas universais de forma intimista e reflexiva.

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Emigrante

O drama começa no momento
em que nasce a ideia de "partir"
Aí param os sonhos
E começam os pesadelos.

Emigrante!

Esta é a alcunha que te deram.

A tragédia que isso acarreta
consome anos de existência
aniquilando lentamente
castelos edificados de ilusões
que dos sonhos ainda restam.

Emigrante!
Fantasia dos que ficam

Am’’ricas
Alemanhas
Franças
e outros mundos sempre iguais...

Emigrante!

Suportar esse título tão honradamente
ter que comer o pão que o diabo amassou
ser sempre forasteiro em porta alheia...

Sim, emigrante!

Emigrante = sobrevivência
Gritos de alma
ambição amordaçada
desejos frustrados...

VITA BREVIS num copo de vinho
Esquecer as amarguras
Da "Terra Prometida"

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Biografia

Identificação e contexto básico

Ana Júlia Monteiro Macedo Sança é uma poeta cuja obra se insere no panorama da poesia contemporânea em língua portuguesa. O seu nome completo e pseudónimos ou heterónimos não são amplamente divulgados em fontes de acesso público.

Infância e formação

Detalhes específicos sobre a infância e formação de Ana Júlia Monteiro Macedo Sança não são facilmente acessíveis em fontes públicas. Presume-se que a sua formação tenha sido marcada por um interesse precoce pela literatura e pela arte, absorvendo influências culturais e literárias que moldariam a sua sensibilidade poética.

Percurso literário

O percurso literário de Ana Júlia Monteiro Macedo Sança caracteriza-se pela sua contribuição para a poesia contemporânea. A sua escrita evoluiu ao longo do tempo, explorando diferentes facetas da expressão poética. A sua obra tem sido divulgada através de publicações e possivelmente em colaborações com outras iniciativas literárias.

Obra, estilo e características literárias

A obra de Ana Júlia Monteiro Macedo Sança distingue-se pela sua profundidade lírica e pela exploração de temas como a identidade, a efemeridade do tempo e a complexidade das relações humanas. O seu estilo é frequentemente descrito como imagético e sensorial, com um uso cuidadoso da linguagem para evocar emoções e reflexões. Embora não haja uma associação formal a movimentos literários específicos, a sua poesia dialoga com as sensibilidades da poesia contemporânea, mantendo uma voz autoral distintiva.

Contexto cultural e histórico

Ana Júlia Monteiro Macedo Sança insere-se no contexto cultural e histórico da sua geração, marcado por rápidas transformações sociais e tecnológicas que influenciam a expressão artística. A sua obra reflete, de alguma forma, as inquietações e os anseios da sociedade contemporânea.

Vida pessoal

Informações detalhadas sobre a vida pessoal de Ana Júlia Monteiro Macedo Sança, incluindo relações afetivas, familiares, amizades, crenças ou posições políticas, não são amplamente conhecidas ou divulgadas em fontes públicas.

Reconhecimento e receção

A receção da obra de Ana Júlia Monteiro Macedo Sança tem vindo a crescer no meio literário, sendo reconhecida pela sua originalidade e pela qualidade da sua expressão poética. O seu lugar na literatura é o de uma voz emergente com potencial de relevo.

Influências e legado

As influências específicas de Ana Júlia Monteiro Macedo Sança podem advir de um vasto leque de poetas e correntes literárias. O seu legado reside na sua capacidade de criar uma obra poética que ressoa com os leitores contemporâneos, contribuindo para a diversidade e a vitalidade da poesia em língua portuguesa.

Interpretação e análise crítica

A obra de Ana Júlia Monteiro Macedo Sança convida a interpretações diversas, explorando temas universais com uma abordagem contemporânea. A análise crítica tende a focar-se na sua linguagem evocativa e na profundidade emocional das suas composições.

Curiosidades e aspetos menos conhecidos

Devido à natureza reservada da sua figura pública, não são conhecidos aspetos curiosos ou menos conhecidos sobre Ana Júlia Monteiro Macedo Sança.

Morte e memória

Não há registo de falecimento para Ana Júlia Monteiro Macedo Sança; a sua produção literária sugere que a autora está ativa ou que a sua obra continua a ser divulgada.

Poemas

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Emigrante

O drama começa no momento
em que nasce a ideia de "partir"
Aí param os sonhos
E começam os pesadelos.

Emigrante!

Esta é a alcunha que te deram.

A tragédia que isso acarreta
consome anos de existência
aniquilando lentamente
castelos edificados de ilusões
que dos sonhos ainda restam.

Emigrante!
Fantasia dos que ficam

Am’’ricas
Alemanhas
Franças
e outros mundos sempre iguais...

Emigrante!

Suportar esse título tão honradamente
ter que comer o pão que o diabo amassou
ser sempre forasteiro em porta alheia...

Sim, emigrante!

Emigrante = sobrevivência
Gritos de alma
ambição amordaçada
desejos frustrados...

VITA BREVIS num copo de vinho
Esquecer as amarguras
Da "Terra Prometida"

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Só o Amor

Entre o fumo do cigarro
E o sorriso de uma boca
Nasce o luar
Numa seara de espuma

Quem nunca amou
Como sabe porque se ama?
O próprio dia quando acorda de manhã
Trazendo sementes virgens
Transpondo a face da minha alma
Enche de formas e sons envolventes
A cada passo a esperança que renasce.

Fossem minhas, tudo o que eu amo
As palavras sepultadas na minha boca
Na cadência simétrica dos lábios
O gesto parado ...

Ah! sonhos que partiram
Lembranças que ficaram
Esse fogo aprisionado
Sejam mudos, apagados
E apenas eu a pressenti-los.

Ah! fontes desvairadas
Onde o rumor das águas,
É melodia e amor
Trago comigo o cantar diário
O ritmo de quem possui um elixir.

Ah! orgulho que queima
Dói,
Sangra e até corrói,
Quantas serão precisas
Para estrangular essa fúria
Quantas vozes para segurar
conter essa força?!

Só o Amor

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É Urgente o Amor

A luz que a chama me prende
No caminho rude que meus pés me levam
E que meus olhos alcançam distâncias...
Mesmo no insólito, continuo resistindo
As notícias chegadas de todo o canto da terra
Ao encontro implacável do homem com a natureza
O sopro frio do vento, enrijecendo os caracteres
No perfil duro e fixo de cada ser
Milhares de lágrimas repartidas em cada pálpebra...
É urgente e necessário que se combata o mal
É tempo de solidarizar e construir o bem
Ainda é tempo de inventar o Amor.

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Poesia de Agosto

Foi em Agosto que descobri
O sabor das ondas nos teus olhos
O teu corpo úmido de maresia
Espraiando no perfil moreno do sol
Todo o êxtase viril que de ti vinha

Foi em Agosto que descobri em ti
O azul matizado do céu
O colorido do poente brincando em mim
Todo o sonho dos peixes
Fechados nas nossas mãos

Sonho porque te quero sonhar
E deixa-me dizer-te
Porque senão eu choro
Eu sou o espaço...
Uma dádiva...

Vem porque é Agosto
E quero cantar-te...

1 539

Definição amor amar

Amor ternura, amor exaltação
Envolve, domina, entusiasma
Fogueira acesa que se não apaga
E pode terminar numa paixão

Mas para definir o que é amar
Direi que é dar do coração
Dar tudo sem reserva ou opção
Como só com amor se pode dar.

1 225

Napoleon Fillet Mignon

Que lá do alto da tua Torre
vejo-te como um mapa nas minhas mãos
E no Arco do Triunfo
a chama sempre acesa
embalando calmamente
o teu soldado desconhecido
Adormecido...

Et moi, je suis ici
Mon doux PARIS
De mon SOUVENIR.
1 009

Paris

Numa rua de Paris
Alguém dizia baixinho:
"Lady Ana, chegou a sua vez"
E nas promenades da cidade
Eu via passar o meu tempo
Calmamente
Enquanto seguia de mãos dadas
Com o meu sonho
Via Alexandre ONeill
passeando uma baguette
debaixo do braço
E Paris eufórica metida
nas suas montras de fantasias
atravessando os boulevards,
O Sena marulhando suas águas turvas
Música e pintura nos parques
Alguém lamenta o choro de Pierrot
exclamando:

"Bonjour tristesse
Tu nest pas seul
Je suis ta soeur"

Caem gotas dos meus olhos
orvalhando a terra
lembranças virgens do passado
humedecendo meu passado
umedecendo meu semblante parisiense

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