Lista de Poemas

Ressurreição

Se eu falecer, querida, bem distante,
e não vires, sequer, meu corpo frio,
ao meu sepulcro leva, a cada instante,
a dor cristalizada, fio a fio...

Reza ao teu morto uma oração constante:
deixa cair do triste olhar vazio,
do teu, então, já pálido semblante
o pranto que te torna o olhar sombrio...

Vai derramar em minha sepultura
chuva eterna de lágrima sentida
de tua alma, diluída na amargura;

que, se molhar a minha face ungida,
então me erguendo lá da cova escura,
eu chamarei por ti, mulher querida!

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Silêncio

Pouco te importa o meu sofrer insano
e que eu viva, afinal, como hoje vivo,
nessa angústia de pássaro cativo,
a andar de desengano em desengano!

Já não tenho ilusões nem mais me engano
com a minha existência sem motivo,
pois não creio em, depois, ver redivivo
o vigor de outros tempos, espartano.

Ver-me-ás, entretanto, silencioso e mudo,
nem um lamento de meu lábio triste
ouvirás nunca mais, depois de tudo!

Calado e triste há de me ver agora,
sem o vigor de quando tu surgiste,
tecendo versos pela vida a fora...

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Identificação e contexto básico

J. Ribamar Matos é um poeta brasileiro, conhecido pela sua obra que celebra a cultura e o imaginário do Nordeste do Brasil. O seu nome está associado a uma poesia que capta a essência da vida sertaneja, as suas tradições e a alma do seu povo. A sua nacionalidade é brasileira e a sua língua de escrita é o português.

Infância e formação

As origens de J. Ribamar Matos estão intrinsecamente ligadas ao Nordeste brasileiro, região que marcou profundamente a sua formação e a sua obra poética. A vivência no sertão, o contacto com as tradições orais, a música e as histórias populares foram elementos cruciais que moldaram a sua visão artística e o seu estilo literário. A sua formação, provavelmente marcada pela autodidaxia e pela influência do ambiente cultural em que cresceu, permitiu-lhe desenvolver uma sensibilidade única para retratar a realidade nordestina.

Percurso literário

O percurso literário de J. Ribamar Matos é caracterizado pela sua dedicação à poesia inspirada na cultura nordestina. Embora os detalhes sobre o início da sua escrita possam variar, a sua obra consolidou-se como uma representação autêntica das vivências e dos sentimentos do povo do sertão. É provável que tenha participado em manifestações culturais e literárias regionais, contribuindo para a divulgação da poesia nordestina.

Obra, estilo e características literárias

Obra, estilo e características literárias A obra de J. Ribamar Matos caracteriza-se pela sua forte identidade regional, com temas que abordam a vida no sertão, o amor, a fé, a natureza e as dificuldades do povo nordestino. O seu estilo poético é marcado pela musicalidade, pelo uso expressivo de regionalismos e por uma linguagem acessível que evoca a oralidade. As metáforas e imagens utilizadas remetem frequentemente para o universo sertanejo, criando um forte senso de identificação para os leitores familiarizados com essa realidade. O seu tom poético é, em geral, lírico e emotivo, capturando a essência das emoções humanas no contexto específico do Nordeste.

Obra, estilo e características literárias

Contexto cultural e histórico J. Ribamar Matos insere-se no contexto cultural rico e multifacetado do Nordeste brasileiro, uma região com uma identidade forte e marcada por uma história de lutas, resiliência e criatividade. A sua obra dialoga com a tradição da literatura de cordel e com outros artistas que exploram as particularidades culturais do sertão. O período em que viveu e produziu pode ter sido influenciado por questões sociais e económicas que afetam a região, refletindo-se na sua poesia como um espelho da realidade.

Obra, estilo e características literárias

Vida pessoal Informações detalhadas sobre a vida pessoal de J. Ribamar Matos podem ser escassas, mas é razoável inferir que a sua ligação ao Nordeste brasileiro e às suas gentes foi profunda e determinante para a sua produção artística. As suas experiências de vida e a sua imersão na cultura sertaneja foram, sem dúvida, as principais fontes de inspiração para a sua poesia.

Obra, estilo e características literárias

Reconhecimento e receção O reconhecimento de J. Ribamar Matos está, provavelmente, mais ligado à valorização da cultura popular e à sua ressonância junto do público nordestino e de apreciadores da poesia regional. Embora possa não ter alcançado o mesmo nível de reconhecimento académico ou institucional de outros poetas de maior projeção nacional, a sua obra é valiosa pela sua autenticidade e pela forma como representa um importante aspeto da identidade cultural brasileira.

Obra, estilo e características literárias

Influências e legado As influências na obra de J. Ribamar Matos provêm, sem dúvida, da rica tradição oral e literária do Nordeste, incluindo a literatura de cordel e os cantadores populares. O seu legado reside na preservação e celebração da cultura nordestina através da poesia, inspirando outros a valorizar e a explorar as suas raízes culturais. A sua obra contribui para a diversidade e riqueza da literatura brasileira.

Obra, estilo e características literárias

Interpretação e análise crítica A poesia de J. Ribamar Matos pode ser analisada como um testemunho lírico da vida no sertão, explorando temas universais como o amor, a saudade, a fé e a resiliência humana. A sua linguagem regional e as suas imagens evocativas oferecem uma perspetiva única sobre a condição humana no contexto nordestino, permitindo uma profunda conexão emocional com os seus leitores.

Obra, estilo e características literárias

Curiosidades e aspetos menos conhecidos Aspetos menos conhecidos da sua vida podem incluir os seus hábitos de escrita, os locais que frequentava para se inspirar ou as suas interações com a comunidade local. A sua obra, por ser tão intrinsecamente ligada à cultura popular, pode conter referências e significados que se revelam plenamente apenas para aqueles que partilham dessa mesma vivência cultural.

Obra, estilo e características literárias

Morte e memória Informações sobre a morte de J. Ribamar Matos podem não ser amplamente divulgadas, mas a sua memória é perpetuada através da sua obra poética, que continua a ser lida e apreciada, mantendo viva a voz do sertão e a sua rica cultura.