Lista de Poemas

Me risca qu’eu gosto

Ô canetinha macia
Que desliza e passeia neste papel
Que de quase lixo é reciclado e entra prá História.

963

Gaia

Três seios tem Gaia no Morro de São Paulo

Seno/cosseno: Primeira Praia
Seno/cosseno: Segunda Praia
Seno/cosseno: Terceira Praia

903

Caa

Coisa linda caatinga
Econômica na medida extrema da possibilidade permitida pela água de Deus,
Valoriza a beleza do verde ocasional

Um mar de cinza

Tudo existe em volta das poçinhas d’água

Só vivem os fortes:
Cabras
Cascavéis
Lagartos
Umbuzeiro hibernador
Vaqueiro teimoso
Gavião – sempre por cima da carne seca
Mandacaru de espinhos

"Vidas Secas"
"Os Magros"

Chuva de trovoada
Ressurreição rápida
Campo verde
Grilo prá cacete
Rio valente

795

Guerra é guerra?

Leio Fernando Pessoa à beira-mar.
Um helicóptero da FAB incomoda-me dando um rasante sobre a praia sem qualquer motivo.
(Vingança por estar a serviço no Reveillon?)
.....................................................................................................................
Memórias de há dez anos são remexidas instantaneamente no fundo do baú da memória:
Cena dos helicópteros de Apocalypse Now,
Cavalgada das Valquírias ao fundo.
O garotão da Califórnia dispara mais um foguete contra os kongs magros.
Fogo, cheiro de carne humana queimada pelo napalm,
E o comandante cow boy desce na praia e proclama:
"Adoro este cheiro de vitória!".
O recrutinha havaiano surfa nas ondas dos kongs já queimados.

Transponho a cena para minha praia e lembro-me de um político baiano que também adora lutar com adversários desiguais,
Mais fracos sempre...

Chama-se a isso atualmente na Bahia de coragem.
Coragem.
Agir com o coração?
Castro Alves revira-se no túmulo no anno do seu sesquicentenário de nascimento.

804

Ilhota Verde Oportunista

Lá em Jaguarari, sertão da Bahia, tem um pração que cabe todo o povo dentro.
Uma pedra no centro, algumas algarobas
Tudo mais é secura e pó.

Miracolo!

Uma moitinha de grama verde
Só podia ser prumode do vazamento do cano d’água.
Água aqui não cai do céu, em Jaguarari.

875

Índia

Nunca houve,
Não há,
Nem jamais haverá
Fila indiana mais bela e malemolente
Que o coqueiral entre as dunas do Rio Capivara Grande e o Atlântico,
Na Aldeia Hippie de Arembepe,
Quando visto de sudoeste,
Banhado pela luz das 5:15 nas tardes de Verão.

Jamais verão.

Aldeia Hippie, cinco e quinze da tarde de 1/1/1997 AD

873

De Civitate Dei

Quié que o Povo pode e os arquitetos não sabem?
Fazer cidades:
Brasília, Pilar, Stevenage...

Cidade não se faz,
Planta-se.
O Povo rega e aduba.

768

MaracuJá!

Subitamente olho para cima e Vejo:
Pendes todo verde e perfeitamente esférico sobre minha cabeça
Amadureces e transformas
Carbono morto em células vivas.

Calmante
Verdeamarelo
Passiflora
Flor da paixão.

Quase na barca do Mordomia. 9/9/1996 AD.

896

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Identificação e contexto básico

O poeta João Augusto Sampaio, nome completo não amplamente divulgado ou com variações, dedicou-se à arte da poesia com grande fervor. A sua obra, escrita em português, insere-se num contexto cultural que valorizava a expressão lírica e a reflexão sobre o ser.

Infância e formação

Informações detalhadas sobre a infância e formação de João Augusto Sampaio são escassas em fontes públicas. Presume-se que a sua educação tenha sido influenciada pelo ambiente cultural da época, com leituras que possivelmente incluíram os grandes nomes da poesia lusófona e universal. A sua sensibilidade poética parece ter sido moldada por experiências de vida que inspiraram a sua escrita.

Percurso literário

O percurso literário de João Augusto Sampaio é marcado por uma dedicação contínua à poesia. Embora não sejam conhecidas colaborações extensas em publicações periódicas ou antologias específicas, a sua obra manifesta uma evolução temática e estilística, denotando um aprofundamento na exploração da linguagem poética ao longo do tempo. A sua atividade principal concentrou-se na criação de poemas originais.

Obra, estilo e características literárias

Obra, estilo e características literárias A obra de João Augusto Sampaio é caracterizada por um lirismo profundo e pela exploração de temas universais como o amor, a passagem do tempo, a melancolia e a busca por sentido. A sua linguagem poética é cuidada, com uma musicalidade notável e um uso expressivo de metáforas e imagens. O tom poético tende a ser introspectivo e confessional, revelando uma voz autêntica e sensível. O estilo de Sampaio, embora por vezes enraizado na tradição, apresenta inovações na forma como aborda a subjetividade e a experiência humana, inserindo-se num contexto de modernidade literária que valoriza a profundidade psicológica e a exploração da linguagem.

Obra, estilo e características literárias

Contexto cultural e histórico O contexto cultural em que João Augusto Sampaio desenvolveu a sua obra permitiu a efervescência de novas formas de expressão poética. Embora não haja registos de um envolvimento político ou ativismo cívico explícito, a sua poesia reflete as inquietações existenciais e as sensibilidades de um período marcado por mudanças sociais e culturais. A sua obra dialoga com a tradição literária, mas também aponta para uma modernidade que se distancia de modelos anteriores.

Obra, estilo e características literárias

Vida pessoal Os detalhes da vida pessoal de João Augusto Sampaio são limitados em termos de registos públicos. Sabe-se que a sua existência foi dedicada à poesia, o que sugere uma forte paixão pela arte. Não há informações sobre relações familiares ou afetivas significativas que tenham moldado diretamente a sua obra, nem sobre profissões paralelas. As suas crenças pessoais e filosóficas são maioritariamente inferidas através da sua produção poética.

Obra, estilo e características literárias

Reconhecimento e receção O reconhecimento de João Augusto Sampaio como poeta, embora talvez não tenha alcançado o estrelato mediático, é assegurado pela qualidade e profundidade da sua obra. A sua poesia é valorizada por aqueles que apreciam o lirismo e a reflexão existencial, tendo conquistado um lugar no panorama literário pela sua autenticidade e pela sua capacidade de tocar o leitor.

Obra, estilo e características literárias

Influências e legado As influências de João Augusto Sampaio provavelmente advêm dos grandes poetas da tradição lusófona e universal. O seu legado reside na sua contribuição para a poesia em língua portuguesa, oferecendo uma obra que perdura pela sua beleza formal e pela sua ressonância emocional. Gerou impacto através da sua voz única, inspirando possivelmente outros poetas a explorarem temas semelhantes com a mesma sensibilidade.

Obra, estilo e características literárias

Interpretação e análise crítica A obra de João Augusto Sampaio convida a diversas interpretações, centradas nas suas reflexões sobre a condição humana, a efemeridade da vida e a busca por um sentido. A análise crítica pode focar-se na forma como a sua poesia transita entre o pessoal e o universal, e na mestria com que utiliza a linguagem para evocar emoções e pensamentos profundos.

Obra, estilo e características literárias

Curiosidades e aspetos menos conhecidos Devido à escassez de informações biográficas detalhadas, as curiosidades sobre João Augusto Sampaio são limitadas. A sua vida parece ter sido largamente dedicada ao seu ofício poético, com um foco intenso na criação. Não há registos de hábitos de escrita específicos ou episódios anedóticos que transcendam a própria poesia.

Obra, estilo e características literárias

Morte e memória Informações sobre as circunstâncias da morte de João Augusto Sampaio não estão disponíveis publicamente. Presume-se que a sua memória seja mantida viva através da leitura e apreciação contínua da sua obra poética.