José Eustáquio da Silva

José Eustáquio da Silva

1972–2013 · viveu 41 anos BR BR

José Eustáquio da Silva é um nome associado à literatura brasileira, cuja obra poética se destaca pela profundidade e pela exploração de temas universais. Sua poesia, embora possa variar em estilo, frequentemente transita por questões existenciais e sociais, utilizando uma linguagem que busca conectar o leitor com reflexões sobre a vida e a condição humana.

n. 1972-04-03, Rio de Janeiro, GB · m. 2013-07-08, Rio de Janeiro, RJ

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Fazer Amor

fazer amor requer arte inconsciente
fazer amor transcende o feio e o bonito
fazer amor requer a alma despida
fazer amor transcende a sexualidade

fazer amor é ignorar todos os conceitos formais da humanidade
e se entregar como quem se doa a si mesmo
fazer amor não tem vínculo algum
com o lado físico dos seres
fazer amor é um divindade.
divindade que advém do mais nobre dom da vida : a própria vida.

fazer amor é enlouquecer a anatomia.
não importa a forma.
o que importa é não importar com coisa nenhuma.

fazer amor é fazer de inconcebíveis palavrões um lindo poema.
fazer amor é fazer do corpo um banquete de sonhos
e fazer da alma o berço do gozo...

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Biografia

Identificação e contexto básico

José Eustáquio da Silva é um nome identificado na literatura brasileira, com contribuições significativas para o campo da poesia. Detalhes sobre pseudónimos ou heterónimos, bem como informações específicas sobre sua origem familiar e classe social, não são amplamente documentados na esfera pública.

Infância e formação

Informações detalhadas sobre a infância e formação educacional de José Eustáquio da Silva são escassas. Presume-se que, como muitos escritores, tenha tido acesso a leituras e influências culturais que moldaram sua sensibilidade poética.

Percurso literário

O percurso literário de José Eustáquio da Silva compreende uma produção poética que tem sido reconhecida e estudada. Sua obra pode ter passado por diferentes fases de desenvolvimento, refletindo amadurecimento estilístico e temático ao longo do tempo.

Obra, estilo e características literárias

A obra de José Eustáquio da Silva é frequentemente caracterizada pela profundidade temática e pela exploração de questões existenciais e sociais. Seus poemas podem abordar temas como a condição humana, a sociedade, o amor e a espiritualidade. A linguagem utilizada tende a ser reflexiva e imagética, buscando estabelecer uma conexão com o leitor através de versos que provocam pensamento e emoção. A forma e a estrutura de seus poemas podem variar, incluindo desde formas mais tradicionais até experimentações com o verso livre.

Contexto cultural e histórico

José Eustáquio da Silva escreveu num período da história brasileira que pode ter sido marcado por transformações sociais, políticas e culturais. A sua obra pode refletir ou dialogar com estes contextos, bem como com outros círculos literários e intelectuais da sua época.

Vida pessoal

Informações específicas sobre a vida pessoal de José Eustáquio da Silva, incluindo relações afetivas, amizades ou profissões paralelas, não são amplamente divulgadas em fontes públicas.

Reconhecimento e receção

O reconhecimento da obra de José Eustáquio da Silva advém da sua contribuição para a literatura brasileira. A receção crítica e o impacto de sua obra ao longo do tempo podem ser objeto de estudo por parte de académicos e apreciadores da poesia.

Influências e legado

A obra de José Eustáquio da Silva pode ter sido influenciada por autores e movimentos literários anteriores, e por sua vez, pode ter influenciado gerações posteriores de poetas. O seu legado reside na qualidade e profundidade da sua produção poética.

Interpretação e análise crítica

A poesia de José Eustáquio da Silva oferece um vasto campo para interpretação e análise crítica, permitindo a exploração de temas filosóficos e existenciais presentes em seus versos. Os estudos sobre sua obra podem revelar camadas de significado e a relevância de suas contribuições para a literatura.

Curiosidades e aspetos menos conhecidos

Aspectos menos conhecidos da vida ou do processo criativo de José Eustáquio da Silva podem existir, mas não são de conhecimento público geral. A discrição em torno de sua figura pode alimentar um interesse adicional em sua obra.

Morte e memória

Informações sobre a morte de José Eustáquio da Silva e quaisquer publicações póstumas associadas não são amplamente disponíveis na literatura biográfica.

Poemas

18

Fazer Amor

fazer amor requer arte inconsciente
fazer amor transcende o feio e o bonito
fazer amor requer a alma despida
fazer amor transcende a sexualidade

fazer amor é ignorar todos os conceitos formais da humanidade
e se entregar como quem se doa a si mesmo
fazer amor não tem vínculo algum
com o lado físico dos seres
fazer amor é um divindade.
divindade que advém do mais nobre dom da vida : a própria vida.

fazer amor é enlouquecer a anatomia.
não importa a forma.
o que importa é não importar com coisa nenhuma.

fazer amor é fazer de inconcebíveis palavrões um lindo poema.
fazer amor é fazer do corpo um banquete de sonhos
e fazer da alma o berço do gozo...

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Opinião

opinião do poeta sem letras:

a poesia começa quando a sentimos e termina quando a escrevemos

opinião do poeta letrado:

a poesia começa quando a sentimos e se eterniza quando a escrevemos

opinião da poesia:

eu não começo, não termino e não eternizo.

sou apenas poesia...

opinião do leitor:

867

Visões

vida vale violão

lambada lombo

poesia pingada peão

caravelas colombo

mar morto multidão

ter tudo testamento

alma alma assombração

coração consentimento

filho falho fatalidade

dúvida doentia

moço moça mocidade

arrebanhando alegria

868

Entenda-me

vasculha-me e adentre meu passado,
me chame de culpado
por meus erros infantis.
bata-me, cuspa em minha cara, me odeie
me chama de canalha por tudo
que outrora fiz.

invada minha vida como espiã
abra minhas gavetas, leia minhas cartas
e me ame.
me ame com a fúria
que o ciúme concerne
e me deseje, me deseje
como quem quer outro homem...

me fale palavrões, me transe obscena.
me fale quão importante sou para ti
me ame querendo ser selvagemente
possuída
por teu poeta que finge de fingir...

me veja, me beija, me tenha por inteiro.
sou teu, sem censuras ou pudores.
sou teu par, teu tigre e teu chegar
sou teu silêncio
quando nada quiseres escutar

enfim, sou um poeta, teu poeta
que sequer pensa em limites...
portanto (minha louca),
mesmo onde nada existir
por certo eu estarei presente
pronto para te fazer mulher.

1 003

Belos

cesta nba
violência aparthaid
um grito haiti
liberdade zumbi

tambores jamaicanos
oloduns brasil baiano
stevie wonder reluziu
tropicalizando gilberto gil

viva áfrica americana
viva o toque do pandeiro
cor não tem cor quando se ama
sou neguinho brasileiro

870

Psicograma

já estou morto de viver
basta-me ver a lua
não tem rua onde moro
nem motivo porque choro

existem espinhos demais
não quero mais
chega de poesia
bastam-me as estrelas

quando eu puder sorrir
a lua será cheia
a rua será alegre
motivo não terá motivo
e as estrelas
sorriram também

861

Passou

desfiz todas as minhas ilusões
e as atirei no precipício profundo
da minha realidade

estraçalhei os teus olhos de diamante
devolvendo-te os teus olhos
de um ser humano qualquer

te despi de todos os áureos vestidos
que em sonho te dei
e te fiz novamente nua

apaguei toda poesia que derramei inutilmente
nos poemas feitos em tua homenagem
e quase chorei...
(ou será que chorei?)

abri os olhos para o mundo
e me deixei libertar
enfim, te esqueci...

hoje, vivendo o alívio de tão árduo tormento
ando pelos jardins da vida
colhendo as rosas da minha liberdade
sem temer os espinhos da tua existência

1 032

Fim De Tarde

hoje a tarde chegou mais tarde
como se quisesse evitar a noite
ainda que tarde, clamo calado o teu nome
e, tristonho, ouço-te não me escutar

em vão são os meus versos
pois se tornam dispersos e sem cor
dor, é o que sinto nesta tarde
em que a saudade anoiteceu meu coração

antes nada tivesse acontecido
para que nesta tão fria tarde
eu não sentisse o ontem impossível
chamado saudade...

999

Quem Somos Nós?

desenvolva
não envolva
lute e deguste
o prazer de se chegar
a um merecido
nenhum lugar

arrase a razão
prenda a prisão
da precisa imprecisão
dos infames imprestáveis

ame o ódio
dos que te odeiam
leia os lábios mudos
daqueles que te olham
ame tudo que não existe
e acredite no amor

a existência é uma experiência
cujos ratos somos nós...
meu deus eu não agüento mais
ficar assim tão quieto
me diga então enquanto vivo:
será que vamos dar certo?

926

Querer

luz pálida
sinal fechado
solidão me toque não
no outdoor vejo você

encanto de alquimista
qualquer coisa, qualquer vista
mar à vista
meu porto é você

meu olho chove
seu rosto jovem
meu grito mudo
sua boca morde
não me incomode
deixe-me amar

abraça-me em lá maior
me transe em música
e me deixe só...

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