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Lívia Araújo

Lívia Araújo

n. , Salvador

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Senta e Espera

A angústia
em repouso
Do meu ardor o ensejo
É quando em ti o olhar pouso
Eu não mais fujo, eu só te vejo.

Alegre ou triste, tens nos olhos um segredo
Que engana a todos e me engana
Quando me negas um beijo.

É então que me alimentas a chama.

Com loucura de quem ama,
Corro, canso, caio, arquejo
Eu me equivoco, não me chamas
Mas é a ti que desejo.

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Poemas

3

Senta e Espera

A angústia
em repouso
Do meu ardor o ensejo
É quando em ti o olhar pouso
Eu não mais fujo, eu só te vejo.

Alegre ou triste, tens nos olhos um segredo
Que engana a todos e me engana
Quando me negas um beijo.

É então que me alimentas a chama.

Com loucura de quem ama,
Corro, canso, caio, arquejo
Eu me equivoco, não me chamas
Mas é a ti que desejo.

839

Longa Estrada

Longa
estrada de asfalto
Não separa, não é nada.
De nada, tudo se faz.
Se faz presente a ausente, se faz saudade.
Que todo gosto de última vez seja algo novo,
Prenúncio de coisas diferentes
De outras vidas e outros momentos
Que de tudo fica um pouco
De memória e impressão
De gestos e receios que não existem mais.
E só existe o agora
Não mais o desperdício.
Nada acabou.

803

Sobre Fundo Azul

Nas noites
em claro
A vela acesa
No desabafo
O desafio.

Mau altar, papel azul
O brilho tênue
O vinho doce
E a promessa.

Estou aqui
Desconhecida
Que se desnuda
E pede ajuda.

Salto aos teus olhos
No meu desenho
Um ser estranho
Cantando, Blue.

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