Lista de Poemas

Com Esther Williams

1. Um sonho.
2. Um sonho com Maria.
3. Um sonho com Maria Antonieta.
4. Um sonho com Maria Antonieta Pons.
5. Um sonho com Maria Antonieta Pons, no Cinema.
6. Um sonho com Maria Antonieta Pons, no Cinema Pax.
7. Um sonho com Maria Antonieta Pons, no Cinema Pax, de Caicó.
8. Um sonho com Maria Antonieta Pons, no Cinema Pax.
O. Um sonho com Maria Antonieta Pons, na Praça.
1. Um sonho com Maria Antonieta Williams.
2. Um sonho com Maria Antonieta Pons, na Praça.
3. Um sonho com Maria Antonieta Pons, na Praça Azul.
4. Um sonho com Maria Antonieta Pons, na Praça da Liberdade.
5. Um sonho com Maria Antonieta Pons e Esther Williams, em Caicó.
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A praça

joão da paraíba oferece a alguém,
com
muito
amor
e carinho,
"lábios que beijei", na voz de orlando silva
(in Cinema Pax, 1983)
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Recomeço

Sei do sonho:
procuro tua sombra na
penumbra
da memória líquida
e nada encontro.
A lua não é vermelha
não é violetanão é verdecoisa
masos loucos da madrugada
anunciam as primeiras águas da manhã.
Sei do sonho?
Tua sombra pagãé um corpo que me fogedas mãos cansadas de espantos
e abismos.
A árvore sonolenta
anoitece os meus delírios.Não te vejo na claridade
do silêncio.O sol é um pássaro feridona solidãode meus gestos de meus gritos
e a hora cruvianaé uma graviola
grávidade aromas e carnes
pronta para ser saboreada.
Sei.Não foi um sonho.Como encontrar,
então,
naarquitetura fluvial
de meus quereres,
as linhase curvasde teu corpo barrento-canela?
Ah, não! Ah, sim!
Existe
umgrande sertãonas veredas da minha paixão.E eu sei do sonho.
Procuro tua sombra líquida
e nada encontro.
A lua não é verdeluã
mastua sombra pagãanoitece os meus delírios.
Como encontrar,sol e solidão,a arquitetura colonialde teu corpo fluvial?
Como encontrar,no silêncio de meus gritos,
tua sombra teus aromas tuas carnes?
Sim,
não.
Tua memória vermelha
é uma sombra grávida
de morenezas e reentrâncias
azuis.
Docemente azuis.
Barrentas e az
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Poema final

o homem só,
velho e cansado,
olha para a frente
e nada vê.
olha para os lados
e nada vê.
olha para o fim do mundo
e nada vê.
entre
o espanto dos suicidas
e
o silêncio dos desamados,
o homem cansado,
velho e só,
olha para o poema
e nada vê.
será
que os sinos
dobrarão por ele?
1 345

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Identificação e contexto básico

Moacy Cirne foi um poeta, professor, crítico literário e editor brasileiro. Nasceu em Caicó, no Rio Grande do Norte. É conhecido pela sua atuação na poesia experimental e de vanguarda no Brasil.

Infância e formação

Pouca informação detalhada sobre a sua infância e formação inicial está disponível publicamente, mas sabe-se que teve uma formação académica que o levou a ser professor universitário. A sua formação permitiu-lhe uma profunda análise da linguagem e da estrutura literária, fundamental para a sua experimentação poética.

Percurso literário

Moacy Cirne foi um dos nomes centrais da poesia experimental e concreta no Brasil. Foi um dos fundadores da revista "Malasartes", um importante veículo para a divulgação de poesia de vanguarda e experimental. Participou ativamente em diversos manifestações artísticas e literárias, buscando sempre novas formas de expressão. A sua obra evoluiu no sentido da desconstrução da linguagem tradicional, aproximando-se de tendências internacionais de poesia visual e experimental.

Obra, estilo e características literárias

Obra, estilo e características literárias A obra de Moacy Cirne é caracterizada pela experimentação com a forma, o espaço e a visualidade do poema. Ele explorou o verso livre, a poesia concreta, a poesia visual e a fragmentação da linguagem. Temas como a crítica social, a política, a cultura popular e a própria linguagem poética são recorrentes. A sua linguagem é muitas vezes desafiadora, irónica e irreverente, buscando romper com os cânones estabelecidos. A sua poesia dialoga com a tradição da vanguarda, desde o futurismo e dadaísmo até ao concretismo.

Obra, estilo e características literárias

Contexto cultural e histórico Moacy Cirne atuou no Brasil em um período de efervescência cultural e política, especialmente nas décadas de 1960 e 1970, marcado pela ditadura militar. Ele integrou a geração de artistas e intelectuais que buscavam novas formas de expressão e resistência através da arte. A revista "Malasartes" foi um espaço de contra-informação e de circulação de ideias vanguardistas num contexto de censura.

Obra, estilo e características literárias

Vida pessoal Como professor universitário, Moacy Cirne dedicou-se também à crítica literária e à divulgação da obra de outros artistas. A sua vida pessoal parece ter sido fortemente ligada à sua atividade intelectual e artística, marcada pela busca de inovação e pela defesa de propostas artísticas marginais ou experimentais.

Obra, estilo e características literárias

Reconhecimento e receção Embora seja uma figura de culto entre apreciadores de poesia experimental e vanguarda, Moacy Cirne pode não ter alcançado a mesma notoriedade de outros poetas mais canónicos em termos de reconhecimento massivo. No entanto, é amplamente respeitado pela sua contribuição para a renovação da poesia brasileira e pela sua ousadia estética.

Obra, estilo e características literárias

Influências e legado Cirne foi influenciado pelas vanguardas históricas e pela poesia concreta. O seu legado reside na coragem de experimentar e na expansão das fronteiras da poesia, abrindo caminhos para novas formas de expressão que valorizam o visual e o conceitual.

Obra, estilo e características literárias

Interpretação e análise crítica A obra de Moacy Cirne convida a leituras que vão além do texto verbal, explorando a relação entre palavra, imagem e espaço. A sua crítica social implícita na desconstrução das formas de comunicação tradicionais é um ponto de análise frequente.

Obra, estilo e características literárias

Curiosidades e aspetos menos conhecidos A sua atuação como editor e divulgador cultural, através da revista "Malasartes", é um aspeto fundamental para entender o seu papel na cena artística, promovendo o diálogo e a experimentação.

Obra, estilo e características literárias

Morte e memória Moacy Cirne faleceu em 2000. A sua memória é preservada através da sua obra e do impacto que teve nos poetas e artistas que o sucederam.