Flores para um amigo desconhecido
‘Escrito na cidade de Souza – PB, em 22 de abril de 1989,
às 09hs27’. Poema de: Rerismar Lucena de Morais
Andarilho onde me levas, neste mundo de restrição
A busca da felicidade em terras obscuras?
- A noite, são monstros que devoram
O dia, mais tormento. Uma maldição!
Andarilho, por quê és transeunte a tudo, a todos?
Não vedes, somos a amplitude de seres amorfos
Amortalhas o pouco da vida que nos resta?
- Sou andejante, por amizade indiscreta
Angustiado por antagônicos entes, estúpidos.
- Vem! Vamos nos coadjuvar e viver...
Não deixes tua inócua vida se dizimar;
Que amigos são como nós que se unem,
E na putrefação dos vermes que lhes consomem
..............................................................................................................................
Vão-se em féretro dois corpos à necrópole.
Rerismar Lucena
Rerismar Lucena
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