Papelão na calçada
‘Escrito na cidade de São Paulo - SP, em 02 de março de 1995,
às 21hs00’. Poema de: Rerismar Lucena de Morais
às 21hs00’. Poema de: Rerismar Lucena de Morais
Chego à rua, descalço
- Papelão na calçada
Chove chuva, chove nada
Chove... – cansaço.
Frutos verdes. A feira
Lama, poeira. Suja
A rua, que queira ser tua.
Apaga o brilho, da rua
Tristes focos. Nua,
A calçada suja.
O sol despoja
Afrouxa a tua luz na rua.
Afrouxa essa ilusão, essa maldição
Num olhar audaz, que traz
A frieza crua da rua.
Rerismar Lucena
Comentários (0)
Iniciar sessão
para publicar um comentário.
Ainda não há comentários. Sê o primeiro a comentar.
Outros poemas de participantes
delírio encapsulado
presa estou pela manhã a recolher as lágrimas livre sou à noite ao te recolher em minha cápsula quando me transbordar, a tez partida será…
Kátia Surreal
Dissonantes, se confundem - 09/09/2026
Será que a alegria é irmã da tristeza
Dissonantes, separadas se confundem,
A alegria é a exultação do bem estar
…
Armando A. C. Garcia
Muros de pedra ! - 24/07/2026
Eu tinha o mundo perdido
Na palma de minha mão,
Livre e solto, sacudido
Sem dinheiro, sem tostão.
…
Armando A. C. Garcia
A força inexplicável ! - (soneto) - 25/07/2026
A força inexplicável, chamada sorte,
Como não é constante no indivíduo,
Por não ser ela um predicado assíduo
N…
Armando A. C. Garcia