Almas do condor
‘Escrito na cidade de Uiraúna – PB, em 18 de setembro de 1988,
às 17hs37’. Poema de: Rerismar Lucena de Morais
às 17hs37’. Poema de: Rerismar Lucena de Morais
No aljube do castelo
Os cadáveres... E pelo
Rangido da bisagra
Ouvia-se o guaiar de almas
(sem socorrê-las).
Um gemido, um grito de dor
O cheiro fétido dos que, ali
O rangido da bisagra ouvia.
- Mortos entrelaçados, vivem como o condor.
O aiar dos encarcerados
É o ringir da bisagra
Que inaudível vagas, como o condor...
De subservientes...
(seres inanimados).
(seres inanimados).
O ringir da bisagra
Entoa como almas penadas
Que vagam pela dor.
As alabardas sagradas
O rangido da bisagra...
- Voam, voam, almas do condor.
Rerismar Lucena
Rerismar Lucena
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