Eros I
De um brinde rouco de taças vazias
Ecoam no ar as mais sutis poesias,
Que precipitam em gotas de ardor
E queimam nossas carnes sem pudor.
De âmago esparramado pelo chão,
A brasa forjou, num só coração,
Um selvagem violino que geme
Ao toque macio da mão que freme...
E, à medida que avança a sinfonia,
As cordas emaranham, e o arco pende.
Enquanto a madrugada, em carmesim,
Contempla a bagunça desta euforia
E quais são nossas almas, já não entende...
– Pois não mais distingue você de mim.
Ecoam no ar as mais sutis poesias,
Que precipitam em gotas de ardor
E queimam nossas carnes sem pudor.
De âmago esparramado pelo chão,
A brasa forjou, num só coração,
Um selvagem violino que geme
Ao toque macio da mão que freme...
E, à medida que avança a sinfonia,
As cordas emaranham, e o arco pende.
Enquanto a madrugada, em carmesim,
Contempla a bagunça desta euforia
E quais são nossas almas, já não entende...
– Pois não mais distingue você de mim.
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