Desabrochas-te por ti próprio
Sem minha permissão
Usurpando de meu corpo
Na busca de sustento
Em meu coração destroçado.

Aos poucos foste verdejando
Fazendo-te dono e senhor
De todo o meu ser.
E,em cada novo dia que despontava
Uma nova primavera surgia

Sem querer...inconsciente
Inalei o teu fresco aroma
E...
De uma lágrima se fez sorriso
Da dor...uma nova esperança!

In "Palavras Guardadas"
Paulo Faria
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