Se teu...
Se teu
Horizonte
Pudesse alcançar
A fome que tenho
De liberdade;
De seres-me o que
-Sem ti-
Falta-me,
Talvez
Colhêssemos
Gestos tolhidos de seus meios:
Asa sem vento;
Firmamento
Sem arrebol
E,quem sabe,
Visitasse-nos
Novamente
Aquele vício antigo
De sempre e sempre
Sermos manhã azul...
Se minhas asas
Ferissem teu céu,
Talvez
Reencontrasse
Aquele meu velho hábito
De guardar
O perfume de teu cabelo
Tatuado no vento
De teus caminhos
E talvez,
Tu,
Revivesses
O vulnerável
Prazer
De acariciares
Minha
Tua ausência,
Sempre
Quando
Faz-se preciso
Viver
E amar
-Lentamente-
Da forma
Mais
Urgente e viva.
©Anderson Christofoletti
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