Com o infinito...
Com o infinito cosido sobre a pele dos olhos,
Adivinho-me universo.
Um verso,
Pássaro de éter e sonho,
Deflagro-me aurora.
Como o horizonte habita as asas,
Habitar-te-ei
-ainda hoje-.
Como quem se sabe maior em outro
E compartilha-se em clandestinos sons, cheiros e luzes,
Incendiar-me-ei com todos os teus arrebóis,
Pois teus poros
Transpiram
Em minha pele
O que, em mim,
É desconhecimento,
Revelação
E incompletude.
Como o canto do pássaro
Desconhece palavras,
Hoje,
Em silêncio de olhares,
Seremos poesia.
©Anderson Christofoletti
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