Ode a Marie Carida Roman (sobrevivente do Haiti)
a vida
nem sempre é estrangeira
há que cantá-la sempre
com a intimidade tanta
daqueles que fazem do riso
a essência da esperança
dize-la assim avara
sem jeito de caminho
é não compreende-la
em todos os seus vãos
porque há de sabe-la
qualquer um que a exercite
pois cantos há que a encantam
e os há mesmo quando triste
basta dizer as palavras
das vidas a que se permite
a vida
quando em riste
jeitos há de compreendê-la crise
a inventar-se como tanto
coisa de trazê-la em revoluções
por caminhos inatos e bastantes
nem sempre é estrangeira
há que cantá-la sempre
com a intimidade tanta
daqueles que fazem do riso
a essência da esperança
dize-la assim avara
sem jeito de caminho
é não compreende-la
em todos os seus vãos
porque há de sabe-la
qualquer um que a exercite
pois cantos há que a encantam
e os há mesmo quando triste
basta dizer as palavras
das vidas a que se permite
a vida
quando em riste
jeitos há de compreendê-la crise
a inventar-se como tanto
coisa de trazê-la em revoluções
por caminhos inatos e bastantes
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