Ode preferencial à vida
da vida não se queira
ajustá-la adrede a uma norma
pois sendo única é muito mais
do que sempre nos informa
pois já de tê-la assentada
em planícies e em agoras
ninguém se tente a entendê-la
quando vige, ás vezes, em desoras
vivê-la é já não tê-la
como se era quando
pois há um futuro intestino
em cada desencontro
e é por demais sabê-la
transeunte vivaz do tempo
e cabê-la em cada espaço
que se desprende da gente
é de vê-la coração
ingenuamente
como se fora motor
do que se sente
é de vê-la razão
constantemente
alinhavada aos neurônios
desses todos viventes
é de dar-se à vida
com o mesmo desfastio
com que os velhos canoeiros
fingem dominar os rios
ajustá-la adrede a uma norma
pois sendo única é muito mais
do que sempre nos informa
pois já de tê-la assentada
em planícies e em agoras
ninguém se tente a entendê-la
quando vige, ás vezes, em desoras
vivê-la é já não tê-la
como se era quando
pois há um futuro intestino
em cada desencontro
e é por demais sabê-la
transeunte vivaz do tempo
e cabê-la em cada espaço
que se desprende da gente
é de vê-la coração
ingenuamente
como se fora motor
do que se sente
é de vê-la razão
constantemente
alinhavada aos neurônios
desses todos viventes
é de dar-se à vida
com o mesmo desfastio
com que os velhos canoeiros
fingem dominar os rios
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