Pequena Balada Jungiana
dentro de mim
vivem todos
desde sempre
e tudo de novo se inventa
o que penso
nunca é apenas
a manhã é que por tanta
ainda orienta
um dia de sentidos e dilemas
dentro de mim
vige a multidão
como um deposito
de todos meus senões
e arrumá-los todos
é um ofîcio imanente
de quem traz a vida
no meio dos dentes
dentro de mim
caminham muitos passos
em pés que nem adivinho
como inventar outro de mim
pelos caminhos?
dentro de mim
todas as soluções
e uma leve compreensão
de que eu sou um
pelo rumo de minhas mãos
trançadas todas as vias
traçadas as rebeliões
em que eu me invento quase todos
em plena revolução
vivem todos
desde sempre
e tudo de novo se inventa
o que penso
nunca é apenas
a manhã é que por tanta
ainda orienta
um dia de sentidos e dilemas
dentro de mim
vige a multidão
como um deposito
de todos meus senões
e arrumá-los todos
é um ofîcio imanente
de quem traz a vida
no meio dos dentes
dentro de mim
caminham muitos passos
em pés que nem adivinho
como inventar outro de mim
pelos caminhos?
dentro de mim
todas as soluções
e uma leve compreensão
de que eu sou um
pelo rumo de minhas mãos
trançadas todas as vias
traçadas as rebeliões
em que eu me invento quase todos
em plena revolução
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