Confissão
O que me aprazia tempos atrás
Hoje não me apraz.
O que você dizia.
Quando mentia.
Um boa tarde, boa noite, bom dia.
O esperar pelo que não vem.
O lamentar pelo que não se tem.
É tudo fútil, quase inútil.
Gargalho de desdém.
O que dizer sobre o que passou.
O que não aproveitei.
O pouco que sobrou.
Bebi o caldo deletério do que julguei prazer.
Como saber?
O que me aprazia tempos atrás.
Hoje não me apraz.
Onde você estava.
Com quem caminhava.
Ansiava por mim?
Cavei o começo para enterrar o fim.
Hoje não me apraz.
O que você dizia.
Quando mentia.
Um boa tarde, boa noite, bom dia.
O esperar pelo que não vem.
O lamentar pelo que não se tem.
É tudo fútil, quase inútil.
Gargalho de desdém.
O que dizer sobre o que passou.
O que não aproveitei.
O pouco que sobrou.
Bebi o caldo deletério do que julguei prazer.
Como saber?
O que me aprazia tempos atrás.
Hoje não me apraz.
Onde você estava.
Com quem caminhava.
Ansiava por mim?
Cavei o começo para enterrar o fim.
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