Balada aos pátrios meninos da miséria
quando boiavas
eras um decreto
de que, um dia, forro
nascerias pleno
e nem te ousaram
nas alegrias
porquanto a miséria
era teu dia
quando em ventre
te morrias
como se a miséria fosse
invólucro do dia
e contivesse na abundância
uma qualidade inata
de inventar-se como vida
pelo peito da pátria
e nem mentias
quando morrias
tuas células mais caras
tuas veias, tuas vias
e nem sonhavas
como mãe efetiva
mas as que te coubessem
na barriga
e te quiseram choro
quando sorrias
magras as sem razões
do que sentias
eras um decreto
de que, um dia, forro
nascerias pleno
e nem te ousaram
nas alegrias
porquanto a miséria
era teu dia
quando em ventre
te morrias
como se a miséria fosse
invólucro do dia
e contivesse na abundância
uma qualidade inata
de inventar-se como vida
pelo peito da pátria
e nem mentias
quando morrias
tuas células mais caras
tuas veias, tuas vias
e nem sonhavas
como mãe efetiva
mas as que te coubessem
na barriga
e te quiseram choro
quando sorrias
magras as sem razões
do que sentias
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