da inconstância das fugas em mares próprios

por que fugir
quando ainda a hora
é pouca para ser tarde
e muita para tanto cedo
se ainda nem cabe no peito
o artifício do mêdo?

fugir é admitir os rios
que os mares da gente fingem
como se fossem artérias gastas
em praças impossíveis

fugir é só um atalho
que o medo da gente exige
quando a vontade no peito
naufraga os barcos possíveis
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