A toque de soneto em quase verso
nem do só viver morra o presente
naquilo que sobrou pelo passado
e que se tenha futuros renitentes
nas construções do tempo desejado
que a vida inteira se contemple
como um devir presente no espaço
em que todos avançam adredemente
a construção coletiva do abraço
flua desembestada, assim como corrente
dos rios todos e tantos desses mares
que navegam o jeito de todos os viventes
deite-se na instância tardia e quase urgente
em que se tenha futura em seus olhares
abraçada aos fatos de todo seu presente
naquilo que sobrou pelo passado
e que se tenha futuros renitentes
nas construções do tempo desejado
que a vida inteira se contemple
como um devir presente no espaço
em que todos avançam adredemente
a construção coletiva do abraço
flua desembestada, assim como corrente
dos rios todos e tantos desses mares
que navegam o jeito de todos os viventes
deite-se na instância tardia e quase urgente
em que se tenha futura em seus olhares
abraçada aos fatos de todo seu presente
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