Sonata II de introspecção
nem a minha saudade
por se ter tão vasta
preencha o quanto de tua ausência
em que se diga ávida
ou que se fora pouca
ou que se faça marca
meu coração
é uma bandeira exata
de tremular em ti
na tua falta
nem a minha vontade
tenha-se controlada
em distribuir tua voz
no vão dessa cidade
meu coração
é um motor inato
de sempre ter sido tão em ti
voraz e automático
não dessas energias
que se filtram aos pedaços
mas que em cada novo gesto
descubram assim tão de repente
que a vida sempre boia nos teus olhos
comigo apenas navegante do teu jeito
nem os infinitos
que se contam comumente
ousem desembaraçar em ti
aquilo que em mim
é de te ter tão vasta
e condição de me ter como vivente
por se ter tão vasta
preencha o quanto de tua ausência
em que se diga ávida
ou que se fora pouca
ou que se faça marca
meu coração
é uma bandeira exata
de tremular em ti
na tua falta
nem a minha vontade
tenha-se controlada
em distribuir tua voz
no vão dessa cidade
meu coração
é um motor inato
de sempre ter sido tão em ti
voraz e automático
não dessas energias
que se filtram aos pedaços
mas que em cada novo gesto
descubram assim tão de repente
que a vida sempre boia nos teus olhos
comigo apenas navegante do teu jeito
nem os infinitos
que se contam comumente
ousem desembaraçar em ti
aquilo que em mim
é de te ter tão vasta
e condição de me ter como vivente
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