terra amada...
Escuto e estou ouvindo
O toque dos sinos na tarde que avança
Chamam à avé-maria e o povo está vindo,
e aí vou eu ainda criança.
Escuto ainda... estou a ouvir!
O açude que canta a mesma melodia
Levanta-se um novo dia,
aquele que vivi no instante
em que nasci, e
o rio transbordando desliza ainda ,fazendo alarde...
meu rosto sorri
na monotonia
dessa tarde.
O largo da praça, a fonte serena
a ponte,
atravessada por donzela morena!
Nas janelas a tarde fulgura
Vai-se a memória, minha visão já escura.
Ouço o uivar do vento nos telhados
os pomares p'los outonos açoitados
e o rio passa e ri
e o meu sonho adormece ali.
Ali na casa que já ninguém habita
e o meu coração ali fica.
Os laranjais sacodem mil folhas de água
Nas roseiras uma última rosa
No meu coração a mágoa
De estar ausente desta terra preciosa.
Escuto dum pássaro oculto a sua canção
E a inquietude em mim se apaga
Este é um dia de alegria... sem solidão!
Nem a saudade é dor que me alaga.
Abro minha alma aos ventos
Beijo as doces lembranças
No Outono chegarão esquecimentos
A idade não perdoa e não somos mais crianças.
Mas enquanto houver uma lembrança, uma sómente!
Na minha memória fatigada
Será a de te recordar para sempre
Minha terra amada.
natalia nuno
O toque dos sinos na tarde que avança
Chamam à avé-maria e o povo está vindo,
e aí vou eu ainda criança.
Escuto ainda... estou a ouvir!
O açude que canta a mesma melodia
Levanta-se um novo dia,
aquele que vivi no instante
em que nasci, e
o rio transbordando desliza ainda ,fazendo alarde...
meu rosto sorri
na monotonia
dessa tarde.
O largo da praça, a fonte serena
a ponte,
atravessada por donzela morena!
Nas janelas a tarde fulgura
Vai-se a memória, minha visão já escura.
Ouço o uivar do vento nos telhados
os pomares p'los outonos açoitados
e o rio passa e ri
e o meu sonho adormece ali.
Ali na casa que já ninguém habita
e o meu coração ali fica.
Os laranjais sacodem mil folhas de água
Nas roseiras uma última rosa
No meu coração a mágoa
De estar ausente desta terra preciosa.
Escuto dum pássaro oculto a sua canção
E a inquietude em mim se apaga
Este é um dia de alegria... sem solidão!
Nem a saudade é dor que me alaga.
Abro minha alma aos ventos
Beijo as doces lembranças
No Outono chegarão esquecimentos
A idade não perdoa e não somos mais crianças.
Mas enquanto houver uma lembrança, uma sómente!
Na minha memória fatigada
Será a de te recordar para sempre
Minha terra amada.
natalia nuno
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